quarta-feira, 13 de abril de 2011

Unesco mantém imunidade à jurisdição trabalhista

A 2ª turma do TST reconheceu que a Unesco não deve responder por obrigação trabalhista assumida no Brasil, em caso de verbas rescisórias pleiteadas por trabalhador.
O caso foi levado ao TST após decisão favorável à trabalhadora pelo TRT da 3ª região/MG, no sentido de serem devidas as verbas rescisórias.
O ministro Guilherme Caputo Bastos, relator do caso, destacou que organismos como a Unesco não são capazes de praticar os chamados "atos de império", típicos da administração. Além do mais, diferentemente dos países, não possuem território ou governo. Outro fato é que Estados têm igualdade qualitativa, ou seja, fins comuns, enquanto organizações como a Unesco se diferenciam entre si quanto ao orçamento, tamanho da organização e finalidades.
Bastos observa que a imunidade de jurisdição é assegurada na Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas (Convenção de Londres), pela Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas das Nações Unidas e pelo Acordo Básico de Assistência Técnica com as Nações Unidas e suas Agências Especializadas, todos incorporados ao ordenamento jurídico brasileiro.
Assim, ao afastar a imunidade de jurisdição absoluta reconhecida em relação à Unesco, o TRT da 3ª região afrontou o artigo 5º, parágrafo 2º, da CF/88, segundo o qual os direitos e garantias constitucionais "não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte".
Portanto, não se pode relativizar a imunidade da Unesco conforme se compreende hoje em relação os Estados estrangeiros. A Unesco "não pode se submeter à jurisdição local e responder pelas obrigações contratuais assumidas, dentre elas as de origem trabalhista", concluiu.
Fonte: Migalhas

segunda-feira, 11 de abril de 2011

U2: uma pitada de música nas Relações Internacionais

A banda de rock mais popular do mundo desde a década de 80 faz sua turnê "360 degrees" pelo Brasil, mas além da popularidade musical, a banda U2 também é conhecida pela ativa  participação em causas políticas e humanitárias, em especial o líder da banda, Bono, que tem  participado de várias campanhas e apelado a líderes do mundiais a fim de obter apoio na sua  luta contra a fome, sobretudo nos países mais pobres.
O histórico das músicas sugerem reflexões sobre a política internacional global: guerras, conflitos religiosos, pobreza, energia nuclear, bombardeios à civis, ditaduras, fome, doença (AIDS), dívidas externas ...

Mais recentemente, a música Crumbs From Your Table - Migalhas da sua mesa, trata dos discursos 'belos' e 'democráticos' fomentados pelas grandes potências, mas que não reflete a realidade das relações destes países com os de terceiro mundo, que vivem à espera das milhas, ou seja, dos restos que sobram dos banquetes dos países desenvolvidos.
"You speak of signs and wonders
I need something other
I would believe if I was ableb
But I'm waiting on the crumbs from your table"

O grupo ainda reafirma a necessidade da coexistência, lembrando que a problemática de parte dos conflitos mundiais atuais consiste nas questões religiosa. 
A expressão frequentemente projetada nos shows, busca a conscientização do mundo sobre a necessária convivência entre as pessoas, independente da religião, raça ou cor. O símbolo une as três grandes religiões monoteístas existentes: islamismo, judaísmo e cristianismo, representados respectivamente pela lua crescente, pela estrela de Davi e pela cruz.

In the name of love!!
Conviva! Coexista! You too!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Brava Mafalda!

Brasil enfrenta o desafio de se desenvolver ao envelhecer

Relatório do Banco Mundial (Bird) divulgado nesta quarta-feira (06/04) mostra que o Brasil envelhece muito mais rápido do que os países desenvolvidos. O documento "Envelhecendo em um Brasil mais velho" alerta que a população idosa no Brasil, que hoje corresponde a 11% da população em idade ativa, em 2050, será de 49%. 
O Brasil se encontra no meio de uma profunda transformação sócio-econômica, passando de um país relativamente jovem para um onde predomina a população idosa. Segundo relatório lançado hoje pelo Banco Mundial, o país pode tirar proveito dessa transição para impulsionar o desenvolvimento econômico e social e evitar dificuldades sociais, fiscais e institucionais no futuro.

Para o Diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop, "o envelhecimento é um desafio para qualquer país, mas o Brasil também enfrenta a velocidade dessa transição, muito maior do que ocorreu nos países desenvolvidos. A população idosa irá mais do que triplicar nas próximas quatro décadas, de menos de 20 milhões em 2010 para aproximadamente 65 milhões em 2050, passando a representar quase 50% dos habitantes do Brasil."


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Um lugar ao mar: Bolívia quer saída pelo Pacífico e designa diretor de estratégia marítima para litigio contra Chile

O deserto de Atacama sempre foi motivo de conflito entre Chile e Bolívia em razão do rico em depósitos de nitratos de sódio e de cobre naquela região. 
Fronteiras do Chile, 
Bolívia e Peru antes 
e depois da 
Guerra do Pacífico
No período pós-colonização, buscou-se adotar a linha limítrofe entre Chile e Bolívia através de um acordo entre os países, desrespeitada por este último. Como resposta, o Chile ocupou o porto boliviano de Antofagasta em 1879, dando início a chamada Guerra do Pacífico que findou em 1883. No confronto, Bolívia e seu aliado Peru foram derrotados pelo Chile, que anexou ricas áreas em recursos naturais de ambos os países derrotados. Bolívia, ainda, deixou de ter saída pelo mar.
Apesar do Tratado de 1904 ter buscado ratificar a paz e reconhecer o domínio perpétuo do território em litígio por parte do Chile, a Bolívia pretende a recuperação do acesso ao oceano Pacífico.
Tal iniciativa constado, inclusive, como um dos objetivo nacional boliviano da  atual constituição (Art, 267), aprovada em fevereiro de 2009. 
O tema também foi abordado esta semana pelo governo Evo Morales, que designou um diretor de estratégia marítima para o litígio contra o Chile. Segundo o presidente boliviano, "para reparar los daños de tantos años en lo económico, en lo social y, lo más importante, -satisfacer- ese gran sentimiento del pueblo boliviano de retornar al Pacífico, con soberanía. [...] Han pasado 132 años de diálogo -con Chile- sin resultados, eso nos obligó, no a retroceder, sino a dar un paso más recurriendo a tribunales internacionales".
Morales afirmou que pretende recorrer a tribunais internacionais alegando que a Tratado de 1904 foi firmado sob coação.

A Intervenção militar na Líbia: aspectos e dilemas das Novas Guerras

"Existe uma mudança clara no modelo de violência empregada nos conflitos a partir da década de 1990, pois passou a estar direcionada aos civis. No início do século XX, de 80% a 90% das baixas em uma guerra eram de militares. Menos de um século depois os números se inverteram e a população local passou a ser foco das atenções internacionais.
[...]
Diante dos dilemas enfrentados pelas intervenções humanitárias, ou novas guerras, não há dúvidas que a omissão da comunidade internacional pode ter um preço humanitário de grandes proporções como foi o caso do genocídio ruandês com mais de um milhão de mortos em poucos meses. Entretanto, mesmo com a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, a ação militar internacional na Líbia não se mostra legítima o suficiente para enterdermos organizações como a ONU e a OTAN capazes de funcionar como polícias internacionais defensoras dos direitos humanos. A arbitrariedade da escolha das ações, os efeitos humanitários da própria força militar defensora dos civis e os efeitos das transformações de princípios como soberania e autodeterminação dos povos são elementos que compoêm um complexo quadro de análise ainda pouco trabalhado."

Texto de Paulo Gustavo Pellegrino Correa
Fonte: Mundorama

terça-feira, 5 de abril de 2011

Reativando o blog

O blog (Pre)texto Internacional, deletado em 2009, está sendo realitvado para seja retomado os registros de notícias e discussões sobre o direito e as relações internacionais.
Sejam bem-vindos!