quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Você sabia que existe uma passagem volta ao mundo?

É isso mesmo que você entendeu. A passagem volta ao mundo permite que você faça a volta no globo com um único bilhete, fazendo várias paradas pelo caminho. Pra quem sempre sonhou em fazer uma volta ao mundo ela pode ser uma boa solução e sai bem mais em conta do que você imagina.
Divulgação
O que é a passagem?

A passagem é chamada de RTW (Round the World) e pode ser composta por 16 trechos, saindo e retornando ao mesmo ponto, fazendo a volta completa do globo. Atualmente existem 3 alianças que oferecem esse tipo de passagem e é claro que algumas regras devem ser seguidas.
Conheça as principais regras:
  • O viajante precisa fazer a volta no globo em um único sentido
  • A viagem deve durar de 10 dias a 1 ano
  • O número de trecho voados deve ser entre 3 e 16
  • Existe um número limite de trechos a serem voados em cada zona territorial da aliança
  • Você pode desembarcar em um país e embarcar em um país diferente no próximo vôo. Isso se chama deslocamento terrestre, mas conta como trecho ou milha voados
  • Voos com conexão também contam como trecho voado ou para contagem de milhas
  • É possível alterar a data dos vôos sem nenhuma taxa
  • É possível alterar trechos da passagem conforme taxas estipulada pela aliança
Quanto custa?
É claro que isso vai depender muito do seu roteiro, do número de trechos e da aliança aérea pesquisada. Se o seu roteiro passa por aeroportos mais populares ou se ele usar poucos trechos, vai sair mais em conta. É possível encontrar uma passagem RTW de 16 trechos por 5 mil dólares (=12.800 reais). Parece caro? Se você considerar que que um vôo de ida e volta para a Tailândia custa cerca de 4 mil reais já não parece tão caro assim. Se você dividir esse custo da RTW por 16 trechos, cada trecho custaria 800 reais.
ONDE PESQUISAR?
Atualmente 3 alianças aéreas oferecem essa passagem: One World, Star Alliance e Sky Team. No site dessas empresas é possível fazer simulações das passagens de volta ao mundo.
Para saber mais detalhes sobre essa passagem clique aqui.
O Projeto ViraVolta é um site especializado em viagens de longo prazo e passa todas as dicas para quem deseja realizar o sonho de viajar o mundo. Se você tem medo ou acha impossível, não desanime. Conheça as nossas dicas e quem sabe podemos te inspirar.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Turistas podem pagar multa ao tirar fotos da Torre Eiffel à noite e postar imagens nas redes sociais

Registro noturno é proibido por lei por questões de direitos autorais


É um clique inevitável: qualquer turista que se preze em Paris faz fotos da Torre Eiffel. Mas é bom tomar cuidado se o registro for feito à noite sob o risco de ter que pagar multa. É que uma lei diz que fotos noturnas da torre estão sujeitas à pagamento de direitos autorais ao artista responsável por posicionar os canhões de luz sobre a edificação.
A Torre iluminada Foto: JACKY NAEGELEN / Reuters
A Torre iluminada
JACKY NAEGELEN / REUTERS
A iluminação é tecnicamente considerada uma obra de arte, então qualquer 'reprodução' requer a permissão do artista. Isso também significa que é ilegal compartilhar essas imagens nas redes sociais. Em seu site, a Torre Eiffel confirma que usos de fotografias estão sujeitas a certas restrições.
As fotos feitas durante o dia estão livres de questionamento já a torre foi construída em 1889, ou seja, já caiu em domínio público.
As diretrizes da União Europeia, de 2001, indicam que fotografias de obras arquitetônicas em espaços públicos podem ser tiradas de forma gratuita, mas a cláusula é opcional, segundo informou o tabloide britânico "Daily Mail". Países como Itália, Bélgica e França, por exemplo, optaram por não seguir essa indicação.
Muitos edifícios em toda a Europa estão protegidos por copyright. Turistas devem pedir permissão do detentor dos direitos autorais para compartilhar suas fotos em sítios públicos.
Na Romênia, Bulgária e Eslovênia, por exemplo, pode-se tirar fotos de edifícios públicos, desde que as imagens não sejam vendidas.
Enquanto isso, no Reino Unido, Holanda e Alemanha, os turistas têm a liberdade de tirar e compartilhar fotos de prédios públicos por qualquer motivo.

Fonte: O Globo

Brasil barra entrada de homem considerado 'professor de pegação'

Julien Blanc, que tem palestras agendadas no Rio e Florianópolis, é conhecido por ensinar 'técnicas' para 'pegar' mulheres

O governo brasileiro decidiu barrar a entrada de Julien Blanc, conhecido como "professor de pegação". Uma circular interna do Itamaraty informou embaixadas e postos consulares, além da Polícia Federal, que qualquer pedido de visto de Blanc deve ser negado. 
Blanc, que está com palestras agendadas no Rio e em Florianópolis, em janeiro de 2105, é conhecido por ensinar "técnicas" para "pegar" mulheres. [...] 
A determinação do Itamaraty é para que seja negado o visto de negócios, necessário caso Blanc queira realmente fazer palestras no País. Se pedir um visto de turista ou, se já tiver um e entrar como turista para realizar atividade remunerada, o americano cometerá um ilegalidade e pode ser expulso do Brasil. 
Até agora, no entanto, o Itamaraty informa que não foi feita nenhuma consulta e nenhum pedido de visto em nome de Blanc.
Fonte: Estadão

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

40% de todos os conflitos internos dos últimos 60 anos estão associados a recursos naturais

De acordo com o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), pelo menos 40% de todos os conflitos internos nos últimos 60 anos estão associados ao aproveitamento dos recursos naturais, sejam de alto valor como madeira, diamantes, ouro e petróleo, ou os escassos, como a terra fértil e água.
Na Somália, por exemplo, estima-se que o comércio ilegal de carvão vegetal representa um faturamento anual de até 384 milhões dólares para os insurgentes e grupos terroristas. Além disso, os conflitos envolvendo recursos naturais possuem maior possibilidade de recair na violência.
“Os conflitos armados estão se tornando cada vez mais complexos e exigem soluções que abordem a raiz das causas”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua mensagem ao Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio Ambiente em Tempos de Guerra e Conflito Armado, nesta quinta-feira (6).
O Dia foi criado pela Assembleia Geral da ONU em 2001 para destacar a frágil relação entre os conflitos globais e regionais com o meio ambiente.
Para o chefe da ONU, questões relacionadas à pobreza, à vulnerabilidade, aos choques climáticos, à marginalização étnica e à gestão transparente, sustentável e equitativa dos recursos naturais devem ser consideradas dentro e além dos acordos de paz para que possam ser construídas sociedades mais resilientes e prósperas.
Ele pediu à comunidade internacional para reafirmar seu compromisso com a proteção do meio ambiente para prevenir os recursos naturais contra os efeitos da guerra e dos conflitos futuros, especialmente as nações que já começaram a contribuir com a próxima agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015.
“Vamos desenvolver soluções que envolvam significativamente as comunidades locais e construir um conhecimento coletivo para trazer o avanço da boa gestão do meio ambiente como parte integrante da construção da paz e do desenvolvimento sustentável”, concluiu.
Fonte: ONU Brasil
Publicado no Portal EcoDebate, 10/11/2014

domingo, 2 de novembro de 2014

UE aciona OMC contra incentivos industriais do Brasil

A União Europeia acaba de abrir o maior contencioso comercial contra o Brasil dos últimos dez anos, iniciando um embate que poderá obrigar o país a rever toda a sua política industrial.
Autoindústria: fábrica da General Motors (GM) em São Caetano do Sul
Indústria: se perder, o Brasil terá de rever,
por exemplo, sua política de redução do IPI
para veículos
Nesta sexta-feira (31/10/2014), Bruxelas acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para que julgue o sistema de incentivos fiscais dados pelo Brasil nos setores de automóveis, telecomunicações e até fertilizantes.
Se perder a disputa, o Brasil terá de rever, por exemplo, sua política de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos.
A União Europeia há mais de um ano vinha criticando a política industrial brasileira e acusando o sistema de ser "ilegal", por entender que é uma forma de subsídio e um protecionismo à indústria local.
Trata-se do maior questionamento sobre as regras de investimento do setor produtivo brasileiro e sobre a base da política industrial do governo da presidente Dilma Rousseff.
Estados Unidos e Japão também podem entrar na disputa apoiando os europeus.

A União Europeia aguardava uma definição das eleições para tomar a decisão.

Fonte: Exame

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A história do único fugitivo da pior prisão norte-coreana

Shin Dong-hyuk nasceu em uma prisão para presos políticos chamada informalmente como “Campo 14” e cuja existência é negada pelo governo da Coreia do Norte. Hoje com 32 anos de idade, ele é a única pessoa de que se tem notícia que conseguiu escapar deste local. Lá, a maioria dos presos nasce e vive por toda a vida, mas jamais são libertados.
Dong-hyuk virou um ativista de direitos humanos e é fundador da organização não governamental (ONG) Liberty for North Korea. Sua história veio à tona nesta semana, depois da publicação de um vídeo produzido pelo governo norte-coreano e no qual ele é retratado como um criminoso.
O vídeo, que parece ter o objetivo de prejudicar o seu testemunho e descreditar a sua história de vida, também mostra seu pai, que Dong-hyuk pensava estar morto. “Crie juízo e volte para abraçar o partido”, diz o frágil senhor. Para o ativista, ele foi tomado como refém. “Creio que a mensagem é que se eu não me calar, eles irão matá-lo”, disse em entrevista à Reuters.
O ativista é uma testemunha chave da Organização das Nações Unidas (ONU) nas investigações da entidade sobre violações de direitos humanos na Coreia do Norte. Seu relato se tornou ainda um dos fundamentos do processo movido pela entidade no Tribunal Penal Internacional.
Vida no Campo 14
Sua história é impressionante. Dong-hyuk é filho de dois prisioneiros que obtiveram a permissão para dormirem juntos como recompensa por “bom comportamento”, mas que jamais mantiveram uma relação amorosa. Viveu com a mãe até os 12 anos e viu seu pai poucas vezes. 
Como a maioria das crianças que nasceu naquele local, Dong-hyuk foi treinado pelos guardas do campo para dedurar atividades suspeitas com as quais tivesse contato. A atitude lhe rendia, por exemplo, um pouco mais de comida.
Um dia soube dos planos de fuga de sua mãe e de seu irmão. Dong-hyuk, então com 14 anos, contou tudo aos guardas esperando pela recompensa, que veio de forma torta. Foi retirado de sua casa e torturado para que revelasse os detalhes do plano. Em troca, ganhou cicatrizes de queimaduras e o peso da culpa pela morte de sua mãe, que foi enforcada em seguida.
Alguns anos depois, o norte-coreano começou a trabalhar na fábrica de tecidos da prisão, onde conheceu o homem que mudaria sua vida. Seu nome era Pak e, segundo relatos de Dong-hyuk, deveria ter uns 40 anos de idade.
Pak já havia viajado por muitos países e contou histórias sobre todas as guloseimas que havia provado e que gostaria de comer mais uma vez. As conversas aos poucos começaram a trazer ao ativista a ideia de liberdade e ele passou a questionar o confinamento que conheceu desde o nascimento.
Meses depois, a dupla estava coletando lenha no topo de uma montanha, bem próxima das cercas eletrificadas que isolavam o campo do mundo exterior. Correram até elas, na tentativa de escapar. Pak ficou preso nos arames e acabou morrendo. Ao vê-lo paralisado, Dong-hyuk usou o seu corpo para se proteger dos choques e conseguiu escapar para a Coreia do Sul.
Estima-se que, atualmente, cerca de 200 mil pessoas encontram-se presas nos campos de prisioneiros políticos na Coreia do Norte. Entidades que lutam pela liberdade no país calculam que mais de 300 mil conseguiram fugir do país nos últimos anos. Dong-hyuk é um deles, mas é o único que deixou o Campo 14. 

Fonte: Exame

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Justiça da Itália nega extradição e solta Pizzolato, condenado pelo mensalão

Ex-diretor do Banco do Brasil foi preso na Itália em fevereiro. Pizzolato ficará em liberdade; PGR anunciou que vai recorrer.


A Corte de Apelação de Bolonha negou nesta terça-feira (28) o pedido do governo brasileiro para que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, seja extraditado para o Brasil. Preso desde fevereiro, Pizzolato foi solto ainda nesta terça, por ordem da mesma decisão que negou a extradição. 
O governo brasileiro pedia que ele fosse extraditado para cumprir a pena de 12 anos e 7 meses de prisão no Brasil. Pizzolato foi condenado por crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. 
A PGR já anunciou que vai recorrer da decisão, que pode ser revertida em última instância na Corte de Cassação de Roma. O Ministério da Justiça informou que atuará em conjunto com a Procuradoria e a Advocacia-Geral da União em recurso contra a decisão. Mesmo que a Justiça decida pela extradição, a decisão final ainda caberá ao governo italiano.
Alessandro Silvelli, advogado de defesa de Pizzolato, declarou que o ex-diretor do Banco do Brasil não entendeu a sentença assim que ela foi lida. "Ele está desorientado. Sua saúde está melhor. Pode ser que esta noite ele volte à cadeia em Modena e somente amanhã a sua casa, mas não temos certeza ainda". Silvelli afirmou que "não foi permitido o recolhimento de provas para uma investigação paralela" e que pesou sobre a decisão do juiz "a denúncia sobre as condições das prisões no Brasil".
O advogado ainda disse que a Justiça italiana negou a extradição sob a justificativa de que o Supremo Tribunal Federal brasileiro é a instância máxima e dessa forma Pizzolato não teve chance de recorrer da sentença. Ainda segundo a defesa, o juiz considerou que o ex-diretor não deveria ter sido julgado no STF porque não era congressista.
Pizzolato ainda responde a processo por ter entrado na Itália usando documento falso, mas pode responder em liberdade. A Justiça ainda vai divulgar por que negou a extradição do brasileiro, que também é cidadão italiano.
O julgamento do pedido foi realizado na Corte de Apelações do Tribunal de Bolonha. Pizzolato, que está detido no presídio Sant’Anna di Modena, na cidade italiana de Modena, chegou por volta das 10h locais (7h de Brasília) ao tribunal, onde acompanhou a audiência. Ele foi transferido em um veículo da Polícia Penitenciária.
A sessão começou às 11h locais (8h de Brasília) e foi suspensa às 15h locais (12h de Brasília). Nesse horário, os juízes responsáveis entraram em uma sala reservada para tomar sua decisão.
O julgamento do pedido teve início em 5 de junho, mas as juízas responsáveis pelo caso concederam na época um prazo para que a defesa de Pizzolato analisasse documentos apresentados pelo Ministério Público Federal sobre as condições dos presídios brasileiros.
O Ministério Público da Itália havia se posicionado de forma favorável à extradição no primeiro semestre deste ano.
Em maio, a Justiça do país europeu havia rejeitado o pedido da defesa para que ele pudesse aguardar em liberdade a decisão sobre o processo de extradição.
O caso é polêmico porque ele tem dupla cidadania (brasileira e italiana) e, por isso, o governo italiano, que tem a decisão final, poderia se recusar a extraditá-lo, mesmo com aprovação da Justiça. No entanto, ao contrário do Brasil, não há proibição na legislação italiana para a extradição de nacionais.
Defesa e acusação
Os advogados do condenado no mensalão alegaram à Justiça italiana que as cadeias no Brasil apresentam condições "degradantes", que violam o princípio da dignidade humana.
O ex-diretor do BB fugiu do Brasil para não ser preso, mas acabou sendo capturado em Maranello, na Itália, por uso de documento falso em fevereiro deste ano.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o procurador Eduardo Pellela está desde a última sexta (24) na Itália e irá acompanhar o julgamento. Nesta segunda (27), ele se reuniu com procuradores italianos, para trocar informações sobre o processo.
Em entrevista coletiva em julho deste ano, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o Brasil apresentou à Justiça italiana documentos que comprovam que o presídio da Papuda, no Distrito Federal, e as penitenciárias de Santa Catarina, onde o Pizzolato tem domicílio, têm condições de abrigar o ex-diretor do Banco do Brasil em condições que “respeitam os direitos humanos”.
“Uma das linhas de defesa era dizer que os presídios brasileiros não têm condições de receber o preso. Como o réu também tem direito de cumprir pena em presídios próximos ao domicílio, pedi que indicassem dois presídios em Santa Catarina. Fizemos relatório sobre esses dois presídios para demonstrar que, no cumprimento da pena, não havia ofensa aos direitos humanos”, disse Janot.
Fonte: G1