quarta-feira, 8 de abril de 2015

Afegã é induzida a se casar com seu estuprador

Gulnaz, afegã acusada de adultério após ter sido estuprada por um primo de seu marido
Gulnaz, afegã acusada de adultério após
ter sido estuprada por um primo
de seu marido
(CNN/Reprodução)
Uma mulher afegã foi obrigada a se casar com o homem que a estuprou depois de ser condenada a prisão por adultério. Gulnaz foi abusada aos 16 e sentenciada a 12 anos de cadeia porque seu agressor era casado. Posteriormente, ganhou o perdão presidencial e sua pena foi reduzida, mas diante da vergonha e rejeição de uma sociedade conservadora, foi induzida a se casar com Asadullah, o homem que a atacou.
A história foi revelada pela rede de televisão americana CNN, que conversou com Gulnaz e seu marido na casa onde vivem com seus três filhos, entre eles Smile, fruto do estupro e que passou seus primeiros anos na prisão com a mãe. A primeira esposa de Asadullah, que por coincidência é prima de Gulnaz, e as crianças que nasceram dessa união também moram sob o mesmo teto.
Asadullah defende que agiu de acordo com as regras morais estabelecidas no Afeganistão e que acolheu Gulnaz após seus irmãos a terem rejeitado. "Se eu não tivesse casado com ela, de acordo com as nossas tradições, ela não poderia voltar a viver em sociedade", disse. Ao lado de seu marido, a afegã confirma a versão: "Nós somos tradicionais. Quando sujamos nosso nome, preferimos a morte a viver em sociedade com esse nome". Conta também que não pensa mais no estupro e que está feliz com sua vida atual.
No entanto, ao ser entrevistada sozinha, Gulnaz afirma que seus irmãos a teriam aceitado de volta, mas que decidiu se casar pelo bem de sua filha, que pode ser legitimada. "Mas agora que estamos casados eles me renegaram e não querem mais me ver", disse. Expressou também sua infelicidade: "Não, eu não pude realizar meus desejos de vida. Eu me casei com esse homem, eu cortei relações com a minha família para poder comprar o futuro da minha filha".
"Infelizmente, Gulnaz foi fortemente pressionada a se casar com seu agressor por várias pessoas dentro do governo o que, por si só, foi imensamente decepcionante", disse sua antiga advogada, Kimberley Motley. "Gulnaz foi constantemente alertada de que nem ela nem sua filha seriam protegidas caso não sucumbisse à pressão de se casar... Gulnaz se tornou essencialmente uma prisioneira de seu próprio ambiente", afirmou.
Desde que sua história foi divulgada pela mídia, muita coisa mudou para Gulnaz, que agora vive presa em sua casa. Em 2011, uma petição com quase 5.000 assinaturas foi enviada ao presidente afegão Hamid Karzai, pedindo a sua libertação da prisão. A reação veio após a União Europeia proibir a exibição de um documentário sobre a afegã, temendo pela sua segurança.
Fonte: Veja

terça-feira, 7 de abril de 2015

Você quer mesmo deixar o Brasil? Tem certeza?

Ontem recebi um email dando boas-vindas a um novo estudante na turma de pré-jardim de infância da minha filha, de quatro anos. Muitos pais responderam o email com mensagens acolhedoras e animadas – então o pai do novo menino escreveu de volta, agradecendo o carinho e enviando uma foto da família. Mas avisou: “sou o mais alto.” Ali estava uma família de dois homens negros e um lindo menino. Mostrei a foto para minha filha e disse: “este é o seu novo amiguinho da escola!” Ela sorriu, disse que ele parecia com um outro coleguinha, e voltou a brincar. Nós somos brancas – e judias. Nossa escola é pública. 
A combinação de três aspectos desse episódio provavelmente, e infelizmente, seria improvável no Brasil, ou pelo menos na Zona Sul carioca, onde fui criada: (1) escola pública, (2) um casal de dois homens negros, pais de um menino e (3) minha filha na mesma turma que ele. No entanto, moramos no Brooklyn, em Nova York. E a vida aqui é assim. Bem-vindo ao avesso do que você conhece. 
Há quase 20 anos cheguei em Manhattan para ficar três meses. Desde então, nunca fui abordada por tantos brasileiros de classe média (e de classe média alta) querendo deixar o Brasil, como nos últimos cinco meses. O que mais me choca? Não são os cidadãos mais humildes, aqueles dos quais já esperamos uma insatisfação concreta e uma busca por uma vida melhor, a qualquer preço. Tenho falado com pessoas na faixa dos 40 anos, com apartamentos (e que apartamentos!) próprios, carreira sólida, filhos na escola, carros na garagem. Pensam em largar tudo e trocar de país, para dar um futuro melhor para os filhos. 
A jornada de expatriação deles seria diferente da minha: cheguei com uma mala pequena, fiz um curso, que acabou em estágio, seguido de emprego, uma carreira como correspondente para a mídia brasileira, alguns livros, um Green Card, um casamento, uma filha. Nada foi planejado: vim jovem, sem nada a perder, tendo uma família sólida no Brasil, para onde sempre poderia voltar. Então decidi por essa cidade fértil, ao mesmo tempo difícil, onde você começa todos os dias comendo desafios no café da manhã. 
Nova York é tão internacional que só me senti mergulhando na cultura americana quando minha filha entrou para a escola e passei a conviver com outras mães: é tudo do avesso e de cabeça para baixo. Se por um lado amo não ter babá, por outro me arrepio com o mundo da pizza de um dólar no almoço, e entro em parafuso quando escuto que “beijos espalham germes”. 
Sair da zona de conforto é sempre bom. Viver no país da meritocracia, do compromisso e da palavra, é uma delícia. Andar pela rua sem violência é uma dádiva. Aqui “as coisas funcionam” porque as pessoas funcionam. E mostrar um outro lado da vida para os filhos (e eu não estou falando da Disney, senhoras e senhores) é um privilégio. Um dos grandes aprendizados que meus pais me proporcionaram foi viver (sem eles) por dois meses em um kibutz em Israel, aos 17 anos. Eu trabalhava em uma fábrica de alimentos de soja (na época, o mundo desconhecia a soja; hoje, esse grão vale milhões): levantava às quatro da manhã, no inverno, e fazia de tudo. Um dia, um gerente me deu um balde e disse para eu tirar os resíduos de soja dos ralos. Perguntei a ele: “por que eu?”. Ele respondeu: “por que não você?” 
Esse foi um enorme aprendizado para alguém que nasceu num sistema Casa Grande/Senzala, que o Brasil cultiva até hoje, a ponto de ter se tornado invisível para a maior parte dos brasileiros. Se você tem porteiro, empregada, motorista, babá , folguista e despachante, pense antes de fazer as malas e tirar os filhos da escola, rumo ao exterior. Para sair do Brasil, você precisará rever alguns valores. Talvez seja bacana fazer estas perguntas para si, e para quem você estiver pensando em trazer consigo, antes de tomar a decisão de colocar sua mudança num container: 
1. Qual cidade a que você se adaptaria melhor? Você encara neve e inverno de bom-humor? Gosta de competitividade? Prefere uma cidade tranqüila? 
2. Qual a sua definição de sucesso? Ser o presidente de uma empresa ou poder chegar cedo em casa e jantar com os filhos? Fazer o que você ama sem ganhar muito ou se sujeitar a um trabalho desinteressante ou estressante para garantir um bom salário? Se você já tem uma carreira estabelecida no Brasil, é muito provável que  tenha de dar um ou dois ou três passos atrás em um novo país. Você está disposto a isso? 
3. Caso você emigre para um país de língua estrangeira: você fala e escreve inglês? Você fala e escreve espanhol? Português é lindo, o Tom Jobim é famoso e as Havaianas já conquistaram o mundo. Mas a nossa língua, infelizmente, não nos leva muito longe. Sim, há exceções. Você pode trabalhar em empresas brasileiras. Ainda assim, o mundo em volta não fala português. 
4. Você tem família no Brasil? Pais vivos? Eles precisam de você? Uma das tristezas de morar fora é ver nossos pais envelhecendo sem a nossa presença. Pense bem nisso. 
5. Adaptabilidade é uma das maiores virtudes das “pessoas do mundo”. Qual a sua capacidade de se adaptar a novas rotinas e culturas? 
6. Você é casado? Seu marido ou mulher são abertos a mudanças? Estão com a mesma vontade de emigrar? Vivem sem feijoada, futebol e churrasco? Há pessoas que não conseguem abrir mão de alguns hábitos, e têm dificuldade de enxergar as coisas boas do novo país. São os chamados “impermeáveis”: a cultura nova não entra de jeito nenhum. E isso é um problema gravíssimo, que pode acabar em depressão e isolamento. 
O Brasil, não posso esquecer, recebeu meus quatro avós, vindos da Alemanha, do Líbano e da Síria. Nessas duas gerações, nosso país deixou de abraçar levas de imigrantes para exportar gente mundo afora. Não se engane: todo mundo sente falta do pão de queijo, da afetividade, da música brasileira. A saudade, no entanto, termina, muitas vezes, na boca do guichê do consulado brasileiro, onde sempre falta uma cópia autenticada de um documento que não serve para nada. Escrevi um livro que reúne depoimentos em primeira pessoa de 23 brasileiros que se mudaram para Nova York. Eles vieram de todos os cantos e origens sociais, mas têm uma característica em comum: a persistência. 
Um deles, o fotógrafo Vik Muniz, ressalta que “não existe Shangrilá”. Mesmo emigrando, você vai reclamar de algum aspecto na nova morada. E, depois ou durante uma experiência no exterior, é importante devolver algo ao Brasil. Seja em forma de filantropia, de investimento que gere empregos, ou voltando para melhorar algo que pode ser aprimorado. Por fim: nunca espere que o governo (seja esta lástima atual ou qualquer outro) faça algo por nós ou em nosso lugar. Regra que vale para qualquer lugar do mundo. Mas, especialmente no Brasil, já aprendemos que isso é esperar demais.     

Tania Menai é jornalista, escreve para diversas publicações brasileiras e acaba de lançar a Anáma Films, para contar histórias de famílias. Autora do blog “Só em Nova York”, na Revista TPM, ela também colabora para o blog “Tudo sobre Minha Mãe”. Seu livro “Nova York do Oiapoque ao Chuí – relatos de brasileiros na cidade que nunca dorme” está esgotado, mas é vendido no exterior via o site do livro, no Brasil via editora (telefone!), ou pessoalmente no Le P´tit Café, no Rio de Janeiro. 

Fonte: DRAFT

ONU-Habitat convoca jovens a inscrever projetos no Fundo para a Juventude

Mais de 256 projetos em todo o mundo já receberam contribuições do Fundo para a Juventude do ONU-Habitat. Imagem: ONU-Habitat
As propostas vencedoras podem receber até 25 mil dólares. A convocatória está aberta para organizações jovens de todos os países até 15 de abril.
O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) lançou a sétima convocatória para o Fundo para a Juventude Urbana, que financia projetos com enfoques inovadores e liderados por jovens (entre 15 e 32 anos). As iniciativas devem trabalhar temas relacionados ao emprego, boa governança urbana, moradia, segurança da propriedade e reabilitação de risco. As propostas vencedoras podem receber até 25 mil dólares.
O Fundo para a Juventude Urbana tem o objetivo de ajudar às organizações voltadas para jovens no desenho e execução de projetos que contribuam para a urbanização sustentável do mundo em desenvolvimento. Além disso, o Fundo visa a ressaltar as boas ideias de projetos de sucesso liderados por jovens e aumentar o conhecimento sobre a necessidade de incorporar suas perspectivas nas políticas e estratégias de desenvolvimento.
O prazo de inscrição termina em 15 de abril de 2015. Para saber mais, clique aqui.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Palestina se torna oficialmente membro do Tribunal Penal Internacional

Em cerimônia realizada nesta quarta-feira (01/abr/2015) na sede do Tribunal, em Haia, na Holanda, a Palestina aderiu oficialmente ao TPI.
A vice-presidente do TPI, juíza Kuniko Ozaki (direita), e o ministro de Relações Exteriores da Palestina, Riad Al-Malki, se dirigindo à cerimônia de boas-vindas da Palestina como Estado-membro do TPI. Foto: TPI
A vice-presidente do TPI, juíza Kuniko Ozaki (direita), e o ministro de Relações Exteriores da Palestina, Riad Al-Malki, se dirigindo à cerimônia de boas-vindas da Palestina como Estado-membro do TPI. Foto: TPI
A Palestina aderiu oficialmente, nesta quarta-feira (01), ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em cerimônia realizada na sede do Tribunal, em Haia, na Holanda. O ministro palestino das Relações Exteriores, Riad Al-Malki, recebeu das mãos da vice-presidente do TPI, a juíza Kuniko Ozaki, uma edição especial do Estatuto de Roma, como um símbolo de seu compromisso conjunto com o Estado de Direito.
“A adesão a um tratado é apenas o primeiro passo”, disse Ozaki, “no momento em que o Estatuto de Roma hoje entra em vigor para a Palestina, o país adquire todos os direitos, bem como as responsabilidades que vêm com ser um Estado-membro do Estatuto. São compromissos substanciais, que não podem ser tomados de forma simplória”.
“À medida que a Palestina torna-se formalmente um Estado-membro do Estatuto de Roma, hoje, o mundo também dá um passo no caminho para encerrar uma longa era de impunidade e injustiça”, disse o ministro palestino Al-Malki.
Fonte: ONU Brasil

terça-feira, 31 de março de 2015

Alma mater diplomática: a formação acadêmica dos diplomatas brasileiros (1985-2010)

Após a morte do Barão do Rio Branco, o jovem Argeu Guimarães dirigiu-se ao Ministério das Relações Exteriores.[i] Como vários jovens que rondavam o palacete da antiga Rua Larga de São Joaquim, levou consigo seu diploma de bacharel e uma carta de recomendação. Desejava um emprego. Foi entrevistado pelo temido diretor Frederico Afonso de Carvalho, mas não obteve sucesso. Seu diploma não sensibilizou o diretor, que parecia mais preocupado com sua horrenda caligrafia. O órgão certamente não via o título de bacharel em direito como aspecto crucial para um aspirante ao cargo – mesmo em uma época em que mais de 70% da população era analfabeta. Foi somente em 1920 que finalmente o bacharel entrou no Itamaraty, por um concurso em que nem precisou de seu diploma.[ii]
Neste artigo, examinaremos o perfil educacional dos diplomatas que acederam ao Itamaraty de 1985 a 2010, demonstrando uma situação muito distinta da enfrentada por Argeu Guimarães (lembrando que os de 1985 e 1986 só tomaram posse respectivamente em 1987 e 1988). Hoje, na carreira diplomática, não só é obrigatória a formação em ensino superior como os diplomatas crescentemente possuem pós-graduação. Apresentaremos, de forma sistemática, a origem por curso e instituição de todos os servidores deste período. A narrativa também apresentará como o IRBr foi uma tentativa de lidar com a carência educacional da sociedade brasileira em prover bons diplomatas. Será demonstrado, contudo, que o projeto de formação centrado no IRBr não teve os resultados esperados. Igualmente relevante é a conclusão de que as turmas do governo Lula apresentaram perfil acadêmico potencialmente mais sofisticado do que a dos períodos anteriores.
Este trabalho é o terceiro de uma série de análises sobre o perfil da força de trabalho do Itamaraty. Ele primeiramente examinará o perfil etário do grupo e, depois, partirá para a análise do processo educacional dos “Filhos da Democracia”, os diplomatas que foram contratados do governo Sarney ao governo Lula. O artigo termina com uma agenda de sugestões.

domingo, 29 de março de 2015

Menina síria se rende ao confundir câmera fotográfica com uma arma

Um fotógrafo capturou nesta sexta-feira (27/03/2015), na Síria, a imagem de uma criança que se rendeu em frente sua câmera. Segundo informações do site Huffington Post, a pequena levantou os braços ao confundir a câmera com um rifle.
Menina síria se rende ao confundir câmera com um rifle. 
O fotógrafo que registrou a imagem queria retratar a realidade das crianças sírias, e não imaginou que a menina iria pensar que ele estava apontando uma arma para ela.
A fotografia mostra um exemplo de crianças que são marcadas desde muito jovens pela violência da sangrenta guerra civil que assola a região.
A imagem é a prova de que crianças de cinco anos já entendem como funcionam as armas e sabem como reagir para pedir socorro ou paz diante de um rifle.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que cerca de 14 milhões de crianças são afetadas pelos conflitos na síria.
Leia também: 
Fonte: R7

sexta-feira, 27 de março de 2015

Quanto pode custar ao Brasil a tensão com a Indonésia?

Brasil e Indonésia estão em rusga diplomática por execução de brasileiros condenados por tráfico de drogas

As discussões sobre a possível execução de um segundo brasileiro na Indonésia criaram um impasse diplomático entre Brasília e Jacarta que pode ter repercussões econômicas para a relação bilateral.
Entre as consequências estaria uma possível reavaliação, por parte do governo indonésio, da compra de 16 aviões de combate EMB-314 Super Tucano, da Embraer, segundo o jornal Jakarta Post.
Mas o que mais está em jogo nas relações entre os dois países?
De acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o comércio bilateral chegou a pouco mais de US$ 4 bilhões em 2014 (US$ 2,2 bilhões em exportações e US$ 1,8 bilhão em importações). 
O valor é mais que o quíntuplo dos US$ 750 milhões de dez anos antes mas, apesar do avanço, representa menos de 1% de todo o fluxo comercial do Brasil - a soma de importações e exportações -, que chegou a US$ 454,1 bilhões em 2014. 
A pauta entre os dois países é dominada por produtos básicos. Os principais produtos exportados pelo Brasil são açúcares de cana, milho em grão, bagaços e outros resíduos sólidos. 
Entre as importações, estão óleos de dendê, caixas de marchas, fio de fibras artificiais e borracha.

Rusga diplomática

A tensão colocou as relações bilaterais em banho-maria. A Indonésia planeja executar 11 condenados, inclusive o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 42 anos, preso em julho de 2004 após tentar entrar na Indonésia com 6kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe. 
Gularte está na lista de prisioneiros a serem executados em breve. As execuções previstas para fevereiro foram adiadas e nenhuma nova data foi anunciada. 
A presidente Dilma Rousseff recusou temporariamente na semana passada as credenciais do novo embaixador indonésio no país, Toto Riyanto, dizendo que a entrega dos papéis diplomáticos será adiada até que tenha "clareza sobre as relações com a Indonésia". 
Em resposta, a Indonésia convocou de volta seu representante no Brasil. O governo brasileiro já havia convocado seu embaixador na Indonésia após a execução do carioca Marco Archer Cardoso Moreira, em janeiro. 
A família tenta que Gularte seja transferido para um hospital psiquiátrico após um diagnóstico de esquizofrenia.
Cidadãos de França e Austrália estão entre os condenados a serem mortos - e governos destes países também têm pressionado a Indonésia para que cancele as execuções, que são por fuzilamento. 
No campo diplomático, tanto Brasil quanto Indonésia integram a Organização Mundial de Comércio (OMC), o Fórum de Cooperação Leste da Ásia-América Latina e o G20 das maiores economias.