segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Brasil é país que vê imigrantes de forma mais positiva


O Brasil é o país que vê os imigrantes de maneira mais positiva, segundo uma pesquisa global que ouviu 17 mil pessoas em 23 países.
Quase metade dos brasileiros (49%) ouvidos pelo instituto de pesquisa Ipsos MORI disse que os imigrantes tornam o país um lugar mais interessante de se viver, enquanto 47% acreditam que a imigração traz benefícios para a economia do Brasil.
Outras nações que veem os imigrantes com bons olhos são Austrália, Índia e Canadá.
Por outro lado, 38% dos brasileiros disseram acreditar que a presença de imigrantes tornou mais difícil conseguir emprego. A questão, no entanto, preocupa muito mais pessoas ouvidas em países como Rússia (75%), África do Sul (64%), Grã-Bretanha (62%) e Argentina (61%).
A pesquisa também perguntou aos entrevistados sobre seu grau de satisfação com os níveis de imigração em seus países. Enquanto 41% dos brasileiros ouvidos disseram que há um excesso de imigrantes no país, o número de pessoas insatisfeitas com a presença de estrangeiros foi consideravelmente maior em alguns países europeus, como Rússia (77%), Bélgica (72%), Grã-Bretanha (71%), Itália (67%) e Espanha (67%).

'Excesso de imigrantes'
Os japoneses são a nacionalidade mais satisfeita com seu atual nível de imigração, que é historicamente baixo, com apenas 15% dos entrevistados dizendo que há estrangeiros demais no país.
A pressão extra sobre os serviços públicos causada pela imigração gera grande preocupação na Grã-Bretanha, onde 76% dos entrevistados afirmaram que saúde, transporte e educação sofreram um impacto negativo devido à necessidade de atender pessoas de outros países.
Na Espanha, Bélgica e Estados Unidos, foram encontrados índices semelhantes (70%, 68%, 66%), enquanto no Brasil, apenas 37% disseram acreditar que os serviços públicos estão sendo prejudicados.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo IBGE, em 2009 havia 682,085 estrangeiros morando no Brasil.
Os países que fizeram parte da pesquisa foram Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Polônia, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Turquia e Estados Unidos.
Fonte: BBC

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tribunal australiano deferiu o pedido de uma mulher para remover e armazenar o esperma de seu companheiro morto em um acidente para futura inseminação artificial


Um juiz da Corte Suprema de Brisbane, em uma decisão que acaba de ser publicada, deferiu o pedido urgente Kelly Floyd para remover o esperma de seu companheiro, Troy Jarvis, que foi morto por um trem em Brisbane, na manhã de 12 de julho.
Fonte: Migalhas

STJ homologa pedido de divórcio consensual dirigido à autoridade administrativa no Japão


STJ homologa, por maioria,  pedido de divórcio consensual dirigido à autoridade administrativa japonesa competente, formulado pela ex-mulher. Destacou-se que, na hipótese, não há sentença, e sim certidão de deferimento de pedido de divórcio, passível de homologação.
O ex-marido arguiu em sede de contestação, preliminarmente, não se tratar de sentença formulada por tribunal japonês e pela irregularidade do ato administrativo, o qual representaria apenas a vontade unilateral de sua ex-mulher. Como também alegou anterior desistência por parte da ora Requerente, em 2008, de ação de divórcio proposta no judiciário japonês, a existência de inquérito policial e ação de investigação de paternidade, proposta por ele no Estado do Paraná.
Porém, concluiu o ministro relator, Arnaldo Esteves Lima, que o pedido de divórcio foi regularmente dirigido à autoridade administrativa competente e que as demais questões postas na contestação não são concernentes ao pedido de homologação.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Prêmio FLACSO – Cátedra OMC, Edição 2011 - Prazo 03 de outubro de 2011

El Premio FLACSO – Cátedra OMC se entrega anualmente y aspira a ser un estímulo y reconocimiento al pensamiento crítico, creativo, pro-activo y sólidamente fundado sobre los países en desarrollo y la Organización Mundial del Comercio.
El Premio FLACSO – Cátedra OMC está destinado principalmente a jóvenes docentes e investigadores en materia de comercio internacional desde varias perspectivas como el derecho, la economía, las ciencias políticas, entre otras.

El tema
Son bienvenidos tanto los trabajos teóricos como los empíricos o estudios de caso. Se pueden elaborar abordando aspectos institucionales y políticos o el impacto económico y social del sistema multilateral de comercio. Se preferirán aquellos trabajos que aborden la problemática de los países en desarrollo.
Algunos temas sugeridos son:
  • la participación de los países en desarrollo en el sistema mundial de comercio;
  • la propiedad intelectual; comercio de recursos naturales;
  • comercio y cambio climático;
  • comercio y seguridad alimentaria;
  • trato especial y diferenciado.

Sin embargo, esos temas son ilustrativos y la lista no es exhaustiva.

El Premio
El premio FLACSO – Cátedra OMC es de US$ 1.000,00 (mil dólares) y diploma para el/los autor/es del mejor trabajo (primer lugar) y de US$ 500 (quinientos dólares) y diploma para el/los autor/es del trabajo que amerite Mención Especial (segundo lugar).
El trabajo ganador del Premio así como el trabajo que reciba Mención Especial serán elegidos de común acuerdo por un comité integrado por investigadores de la FLACSO y otras universidades, reconocidos en el área temática.

Fechas importantes
Recepción de trabajos: hasta el 3 de octubre de 2011
Resultado del Premio: 2 de diciembre de 2011
Se publicarán los resultados en la página web de la Cátedra OMC-FLACSO http://catedraomc.flacso.org.ar

Condiciones
Podrán ser considerados para el Premio FLACSO – Cátedra OMC los trabajos inéditos, individuales o colectivos, redactados en español, inglés o portugués. No podrá presentarse a concurso más de un ensayo por persona o grupo. La extensión mínima del ensayo es de 15 páginas, espaciado a 1,5, con fuente “Arial”, tamaño 11, en papel A4 con bordes 2,5cm cada. La extensión máxima del ensayo es de 50 páginas. La identificación del autor(es) y otros detalles, incluyendo los nombres de todos los co-autores más afiliaciones y direcciones para la correspondencia en general (incluido el dirección de correo electrónico) de cada autor, y un breve perfil personal (máximo 100 palabras) del autor (principal), debe aparecer en la tapa del ensayo (una pagina separada), la misma será retirada antes de la evaluación de los jurados.

Forma de presentación
La entrega de los trabajos puede ser hecha por e-mail, en formato .pdf o por correo postal.
Para hacer el envío vía e-mail: catedraomc@flacso.org.ar. Si el envío es realizado por correo postal, se consideraran entregados en tiempo y forma aquellos ensayos cuyo sello postal indique que fueron enviados hasta el 3 de octubre inclusive.
Para enviarlo por correo postal:
Premio FLACSO – Cátedra OMC: Ayacucho 551, 1426 CABA, Argentina 

Mayor información
Para mayor información, contactar a (54-11) 5238-9459 o vía e-mail catedraomc@flacso.org.ar

Bolsa de doutorado para estrangeiro na Università degli Studi di Padova

L'Università degli Studi di Padova indice un concorso per quindici borse di studio riservate a studenti stranieri per l'ammissione alle Scuole di dottorato di ricerca e ai Corsi internazionali di dottorato di ricerca per l'anno accademico 2011/2012. I vincitori potranno inoltre usufruire gratuitamente del servizio di alloggio e mensa presso le strutture dell'ESU.
Per candidarsi è necessario avere cittadinanza non italiana, residenza all'estero e titolo di studio accademico conseguito presso un'università straniera. La domanda di ammissione al concorso è disponibile on line all'indirizzo http://unipd.cineca.it/foreignstudents. Al termine della procedura su web, la domanda dovrà essere stampata, firmata e inviata entro il 5 settembre 2011. 
La graduatoria per l'ammissione dei candidati sarà pubblicata entro il 21 ottobre all'indirizzo:

Brasil tem dificuldade para fechar acordo com a Rússia


Laudos das análises que justificam o embargo das carnes brasileiras, que ocorre desde 15 de junho, nunca chegaram às autoridades brasileiras

Pecuaria-gado-floresta-01-size-598O governo brasileiro está cada vez mais longe de um acerto com os importadores de carne da Rússia - o maior cliente do País nesse segmento, mas que impôs desde 15 de junho embargo à compra de produtos provenientes dos Estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Paraná. Nesta quinta-feira, o Ministério da Agricultura enviou um novo documento às autoridades sanitárias russas reforçando as propostas brasileiras já feitas aos importadores de carnes no início do mês passado. Não há, no entanto, uma data prevista para uma resposta por parte dos compradores. "Estamos reiterando o pedido. E aguardamos análise e resposta desses documentos", disse o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Luiz Carlos de Oliveira. "Não há sinalização de prazo para resposta", admitiu.
Fonte: Agência Estado

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Brasil e a América Latina

Em recente mesa-redonda organizada pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso para discutir o papel do Brasil na América do Sul foram ressaltadas, entre outros aspectos, a inexistência de uma estratégia mais clara e ambiciosa do País e a perspectiva de que uma evolução inercial do relacionamento leve à redução gradual do peso da região na agenda de política externa.
Os países da América Latina vivem um momento muito positivo em sua história de desacertos políticos e econômicos. Eles conseguiram manter a estabilidade econômica, dispõem de uma variedade de produtos agrícolas e de minérios com forte demanda no exterior e têm um mercado interno em franco desenvolvimento pela emergência de uma vigorosa classe média. Segundo análise da Cepal, a América Latina e o Caribe cresceram 6% em 2010, quase o dobro da média global. Em 2011 a América do Sul se manterá acima da média, com uma expansão projetada de 4,5%.
Não se pode examinar a relação do Brasil com a América do Sul sem levar em conta a crescente presença econômica e comercial da China (o principal parceiro comercial do Brasil e de diversos outros países) e seu impacto sobre as ações políticas e econômicas do País na região.
O Banco Interamericano de Desenvolvimento recentemente divulgou estudo sobre as relações América Latina-China na primeira década do século 21. O trabalho mostrou que os países latino-americanos tiveram uma visão romântica das vantagens do intercâmbio com o país asiático. Apenas soja, ligas e minério de ferro respondem por 57,8% de tudo o que é vendido à China e o Brasil, em particular, apresentou nos últimos anos alguns déficits na balança comercial e um altíssimo déficit na balança industrial. Por outro lado, com reservas de mais de US$ 3 trilhões, a China transformou-se no quinto investidor do mundo. Em 2010 foram investidos mais de US$ 50 bilhões na compra de minas de minério de ferro, poços de petróleo, empresas e terras, sobretudo na América Latina e na África.
Os investimentos e as exportações chineses na região passaram a competir com empresas brasileiras e começam a ganhar mercados até aqui explorados pelo Brasil. Dessa forma, o País não terá alternativa senão focalizar a China como competidora, no mercado interno e no regional, deixando de lado a visão ingênua do começo da década, exemplificada pela concessão do status de economia de mercado à China. A defesa dos nossos interesses passa pela melhoria da competitividade dos nossos produtos, mas também por mecanismos ágeis de defesa comercial contra práticas agressivas de concorrência desleal e mesmo de triangulação no próprio Mercosul.
Embora a América do Sul seja a principal prioridade da política externa e a integração regional nela ocupe papel central, o Brasil não está aproveitando o bom momento por que passa a economia da região para ampliar sua presença econômica e comercial. A Ásia e a Europa estão à frente da América do Sul como os principais parceiros comerciais do Brasil. Em termos de investimento, as empresas brasileiras estão reduzindo sua presença no mercado regional, de 5,9% do total investido em 2006 para 1,7% em 2010.
A estagnação do processo de integração, inclusive com as dificuldades institucionais do Mercosul e a instabilidade das regras em muitos países da região, além das oportunidades abertas pela crise econômica na Europa e nos EUA, explicam, em grande parte, a relativa perda de interesse do Brasil nos últimos anos, apesar da retórica oficial em sentido contrário. O País pouco fez para estancar a fragilidade institucional do bloco em decorrência do seguido descumprimento do Tratado de Assunção e as propostas que apresentou para tentar revitalizar o Mercosul terão poucas chances de êxito.
No complexo quadro de transição que a região atravessa, impõe-se, como interesse brasileiro, uma visão estratégica de médio e longo prazos que poderia incluir:
Negociar a ampliação dos acordos bilaterais com todos os países sul-americanos, garantindo aos nossos vizinhos ampla abertura do mercado brasileiro.
Negociar acordos de garantia de investimentos, para proteger as empresas nacionais, e de bitributação, para facilitar nossa penetração nos mercados da região.
Manter a prioridade do processo de integração regional, com atenção especial para a infraestrutura, a energia e o intercâmbio comercial, e retomar projetos de construção de rodovias e ferrovias, estratégicos para permitir que as exportações de produtos brasileiros para a Ásia saiam a partir de portos do Peru e do Chile.
Manter o apoio ao Mercosul, como um processo que a longo prazo levará a uma crescente integração comercial dos países do Cone Sul. Para benefício de todos os países-membros, a decisão que determina que os membros do Mercosul negociem acordos comerciais com uma única voz deveria ser flexibilizada para permitir que cada país possa negociar individualmente sua lista de produtos. A equivocada entrada da Venezuela é uma questão de tempo e uma avaliação objetiva sobre seus efeitos é muito difícil de ser feita hoje.
O crescente peso econômico do Brasil na América do Sul (mais de 55% do PIB regional) e no contexto global, além da intensa participação nas discussões sobre temas globais e no grupo dos Brics exigirão do Brasil definição clara de nosso interesse e respostas rápidas e transparentes aos desafios apresentados pelo novo quadro político na região.
Mesmo que a economia continue a crescer a altas taxas de maneira sustentável nos próximos anos, a expansão do Brasil para além da América do Sul não deveria reduzir o nosso interesse - em novas bases, é verdade - pelo mercado regional, que representa mais de 350 milhões de consumidores.