segunda-feira, 25 de julho de 2016

24 páginas da web para quem está aprendendo alemão

A língua alemã é uma das mais faladas no mundo. Fala-se na Alemanha, Áustria, Suíça, Bélgica e em outros países. A Alemanha é um país com uma economia muito desenvolvida, com uma história interessante e inúmeras belas cidades. Portanto, pode servir tanto para negócios e trabalho, como para fazer viagens fascinantes.
Incrível.club reuniu os melhores recursos para você aprender a língua de Goethe, Nietzsche e Til Schweiger. Das ist Fantastisch, certo?
Cursos online
  • Deutsch.info — esta página combina aulas de alemão com conselhos práticos sobre como viver e trabalhar na Alemanha e na Áustria.
  • Aulafácil — oferece cursos de alemão para iniciantes.
  • Alemansencillo — esta página tem um monte de material para iniciantes e para quem quer continuar seus estudos e ampliar seus conhecimentos.
  • Aprendealeman — oferece uma variedade de materiais (cursos, frases, vocabulário, trava línguas, etc.)
  • DW — fornece cursos totalmente gratuitos para diferentes níveis em áudio e texto .
Comunicação com falantes nativos
  • Livemocha — é uma popular rede social para aqueles que estão aprendendo línguas estrangeiras. A aprendizagem é baseada no princípio de «ajude que vão lhe ajudar». São oferecidos exercícios que vão ser corrigidos por falantes nativos. E você também pode se comunicar em alemão com os outros usuários.
  • Busuu — é uma sociedade virtual para aprender alemão e outras línguas estrangeiras. A página ou o aplicativo móvel lhe oferece a aprendizagem de palavras e a possibilidade se comunicar por vídeo chat com outros usuários da rede social.
  • MyLanguageExchange — esta página lhe dá a chance de encontrar um interlocutor estrangeiro, que esteja interessado em aprender a sua língua nativa. Então você pode falar com ele sobre qualquer assunto no chat de texto ou de voz.
  • Lang-8 — neste site, falantes nativos ajudam a corrigir os erros na linguagem escrita: você escreve um texto e os usuários o corrigem e comentam os seus erros. Esta página é extremamente útil na hora de preparar apresentações e para mensagens importantes.
Aplicativos móveis
  • Hellotalk — basta escolher o idioma que você quer aprender (existem mais de 100 línguas à disposição) para conhecer os falantes nativos dessa língua.
  • Duolingo — aplicativo gratuito bem organizado e agradável. Perfeito para o nível básico.
  • Tunein — o aplicativo é bom para ouvir rádio.
Blogs
  • Claudi um die Welt — é o blog de uma viajante da Alemanha em sua língua nativa, com histórias sobre diferentes países e com boas fotos.
  • Berlin Ick liebe dir — este blog é sobre Berlim, em alemão. Como dizem os autores: «é um blog para aqueles que respiram Berlim, amam esta cidade e querem viver nela». Tem notícias sobre eventos culturais, resenhas de restaurantes, exposições, clubes noturnos e histórias sobre pessoas interessantes.
Dicionários e vocabulário
Languageguide — esta página permite a você assimilar um vocabulário básico. Basta colocar o cursor do mouse sobre um objeto para ouvir a pronúncia correta da palavra ou frase.
DIX — é um dicionário alemão-espanhol muito completo. Assim, você aprende as duas línguas.
Gramática e ortografia
  • Fundamentals of German — é uma página destinada à aprendizagem da gramática alemã. Todas as regras básicas são apresentadas em tabelas bem elaboradas​​. Em inglês.
  • Languagetool — é uma ferramenta útil para corrigir a ortografia de textos em alemão e em outros idiomas.
Livros, filmes, rádio e jornais
  • Nowtv.de — oferece séries de televisão alemãs em seu idioma original, que você pode assistir online.
  • Deutsche Welle — é um dos jornais alemães mais populares. A melhor maneira de conhecer a língua viva e o vocabulário moderno.
  • Bayern online — você pode ouvir rádio, assistir a programas de TV e séries em alemão.
  • 1live — é uma estação de rádio muito popular da juventude alemã, que toca hits da música de toda a Europa. A linguagem utilizada é moderna.
Aprendizagem com brincadeira
  • Quia — esta página oferece mais de 2 mil jogos para praticar seus conhecimentos em alemão.
  • Lyricstraining -permite que você aprenda o idioma usando suas canções favoritas. Você deve escolher uma canção, o seu nível de proficiência da língua e ouvir atentamente tentando preencher espaços no texto.

El primer informe sobre los Objetivos de Desarrollo Sostenible destaca los grandes desafíos para lograrlos

El primer informe sobre el avance hacia la consecución de los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS) revela en qué punto del camino estamos y cuánto nos falta para hacer realidad la Agenda de Desarrollo 2030.

Así lo afirmó hoy el Secretario General de la ONU en el evento de presentación de ese estudio, donde también dijo que el documento servirá para que cada uno de los 193 países que firmaron la Agenda de Desarrollo en septiembre pasado evalúe sus logros y haga los ajustes pertinentes a sus planes nacionales.

Los ODS incluyen la eliminación de la pobreza y el hambre, así como la mitigación del cambio climático en un plazo de 15 años.

Ban Ki-moon destacó la utilidad del informe y subrayó los retos que quedan por delante.

“Provee una evaluación precisa de dónde está el mundo con respecto a los 17 Objetivos, valiéndose de los datos disponibles para resaltar las brechas y desafíos más importantes. Los datos más recientes muestran que una de cada ocho personas vive todavía en condiciones de pobreza extrema”, apuntó.

Además, unos 800 millones de personas padecen hambre, 1.100 millones carecen de electricidad y 2.000 millones no cuentan con agua suficiente, añadió Ban.

El titular de la ONU consideró que estas cifras ponen en evidencia la necesidad de actuar para garantizar que ningún país se quede atrás y llamó a coordinar los esfuerzos en esa dirección.



Fonte: ONU

6 lugares que parecem estar ganhando a guerra contra os carros

Em 2010, o número de carros em circulação em todo o mundo ultrapassou a marca de 1 bilhão. E a população automotiva só vem crescendo desde então.
Por isso, pode parecer absurdo falar no aumento de localidades em que esses veículos estão totalmente proibidos.
Mas o fato é que de Pequim à Cidade do México, grandes metrópoles estão adotando várias políticas para tentar combater os males trazidos pelos automóveis - principalmente os congestionamentos e a poluição.
Entre as táticas estão proibir a circulação temporariamente, obrigar a conversão para o motor a gás natural ou aumentar os impostos sobre veículos zero quilômetro.
Mas uma coisa está clara: os carros são cada vez menos bem-vindos.
Confira seis lugares do mundo que parecem estar ganhando a guerra contra os motores.

Paris, França


Paris
Circulação de carros é proibida no 1º domingo do mês em avenidas como a Champs-Elisées

Desde o dia 1º de julho, Paris não permite que carros registrados antes de 1997 entrem no centro da cidade entre as 8h e as 20h, com exceção de modelos clássicos e de colecionador.
Até 2020, os veículos mais velhos serão completamente banidos, e apenas aqueles produzidos a partir de 2011 terão permissão para circular.
A antipatia da prefeita da capital francesa, Anne Hidalgo, por escapamentos poluentes virou uma marca registrada de sua gestão.
Em setembro passado, a cidade testou ficar um dia inteiro sem carros. Este ano, ela adotou o fechamento de grandes avenidas, como a Champs-Élysées, para a circulação de veículos todo primeiro domingo do mês.

Oslo, Noruega



Oslo
Oslo oferece opões convidativas para pedestres e ciclistas, como a 'Stranden', à beira-mar
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O centro da capital norueguesa pode ser tornar uma zona sem circulação de carros já em 2019, caso os planos não cedam à pressão dos donos de estabelecimentos comerciais - eles dizem que a proibição tiraria os automóveis de 11 grandes shopping centres.
O ativista JH Crawford, fundador do site CarFree.com, acredita que Oslo deve se tornar a primeira capital do mundo a banir seus carros e motos, servindo mais a pedestres e ciclistas. Mas o centro ainda terá a circulação de ônibus e bondes.

Grande Cidade de Tianfu, China



Tianfu
Tianfu, na China, está sendo planejada para não incluir carros no dia a dia dos cidadão

A China é hoje o maior mercado de carros do mundo. Mas Tianfu, uma cidade-satélite planejada próxima a Chengdu, no sudoeste do país, pode se tornar o ponto de partida para uma cruzada contra o automóvel particular.
Apenas metade das ruas de Tianfu poderá ter trânsito de veículos motorizados, de acordo com os planos dos arquitetos americanos Adrian Smith e Gordon Gill, que a estão planejando.
A equipe espera que a cidade de 80 mil habitantes gere 60% menos gás carbônico que as comunidades com uma população semelhante.
Para chegar a Chengdu, os moradores terão opções de transporte público.
Mas até lá a cidade precisa ser construída: os planos de concluí-la em 2020 esbarraram em problemas de zoneamento.

Hydra, Grécia

Hydra
Ilha de Hydra mantém o estilo de vida de séculos atrás ao proibir circulação de motorizados

Em 1960, o cantor e compositor canadense Leonard Cohen comprou uma casa na ilha grega de Hydra e escreveu à sua mãe, contando: "A vida aqui corre exatamente do mesmo jeito há cem anos".
Isso ainda é verdade. Hydra, no Mar Egeu, mantém um estilo de vida tranquilo muito graças à proibição de veículos motorizados, com exceção de pequenas caminhonetes de coleta de lixo.
As ruas cobertas de paralelepípedos servem para uma caminhada lenta e contemplativa. Os mais preguiçosos podem optar por montar em mulas.
O charme de Hydra não foi destruído por estacionamentos e postos de gasolina. E, para um paraíso isolado, a ilha tem estado cada vez mais agitada, sendo destino de celebridades.

Estado de Michigan, EUA



Mcity
Mcity, em Michigan, é uma cidade de mentira criada para testes com carros sem motorista

É uma grande ironia o fato de o tradicional epicentro da indústria automobilística americana abrigar a única estrada pública sem carros do país.
Trata-se da M-185, uma rodovia de quase 13 quilômetros de extensão na ilha de Mackinac, no Lago Huron.
Com uma população permanente de cerca de 500 pessoas (e muitos turistas no verão), a ilha deixou claro o que pensa sobre veículos motorizados em 1898, quando proibiu a circulação de "carruagens sem cavalos dentro do perímetro urbano".
Hoje em dia, no entanto, visitantes e locais podem circular a pé, de bicicleta ou de charrete.
Não muito longe de Detroit, a cidade de Ann Arbor abriga o campo de testes Mcity. Pertencente à Universidade de Michigan, trata-se de uma minicidade com prédios, avenidas e sinais de trânsito construída para o desenvolvimento de veículos autônomos.
Alguns especialistas acreditam que esse tipo de meio de transporte consiga acabar com o problema da superlotação de carros nas grandes metrópoles.

Nova York, EUA



Nova York
 High Line, em Nova York, fez muitos moradores dispensarem o táxi

Manhattan recebe mais de 1,5 milhão de carros todos os dias úteis. Portanto, mal dá para dizer que se trata de uma cidade que está combatendo os motores.
Mas o surgimento da High Line, uma via pedestre construída sobre uma linha de trem abandonada, e que se estende por pouco mais de 2 quilômetros, foi aclamada mundialmente por incentivar os cidadãos a deixar de lado os táxis para caminhar.
Outras cidades, como Chicago, Sydney e Seul, agora implementaram planos para substituir antigas rodovias e ferrovias por parques elevados.

Fonte: BBC

TPI decide que o descumprimento de mandados de prisão contra Omar Al Bashir por Uganda e Djibuti viola o Estatuto de Roma

Em 11 de julho de 2016, a Câmara de Instrução II do Tribunal Penal Internacional (TPI), encarregada do caso Al Bashir, decidiu que Uganda e Djibuti violaram o Estatuto de Roma por não terem detido e entregue Omar Al Bashir ao Tribunal.  A Câmara remeteu a questão para a Assembleia dos Estados Partes do Estatuto de Roma e para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, que deverão tomar as medidas que considerarem cabíveis para lidar com a situação.
Omar Hassan Ahmad Al Bashir é o atual Presidente em exercício do Sudão e tem dois mandados de prisão emitidos pelo TPI contra ele: um emitido em 4 de março de 2009 e outro em 12 de julho 2010. Al Bashir foi indiciado por cinco crimes contra a humanidade (homicídio, extermínio, transferência forçada, tortura e estupro), dois crimes de guerra (dirigir ataques intencionais contra a população civil e pilhagem), e três acusações de genocídio contra os grupos étnicos Fur, Masalit e Zaghawa  (homicídio dos membros do grupo, ofensas graves à integridade física ou mental dos membros do grupo, e sujeição intencional do grupo a condições de vida com o propósito de provocar a sua destruição física, total ou parcial). Todos os Estados Partes do Estatuto de Roma têm a obrigação de executar esses mandados de prisão, devendo prender Al Bashir e entregá-lo para o TPI.
O Sudão não é um Estado Parte do Estatuto de Roma, mas a situação no país foi submetida ao TPI pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas através da Resolução no. 1593, datada de 31 de março de 2005. Devido a essa resolução, o TPI tem competência para julgar todos os crimes ocorridos no território sudanês depois do dia 1º de julho de 2002. O Conselho de Segurança tem a prerrogativa de submeter situações ao TPI garantida pelo artigo 13, alínea “b” do Estatuto de Roma, o qual afirma: “O [TPI] poderá exercer a sua jurisdição em relação a qualquer um dos crimes a que se refere o artigo 5o, de acordo com o disposto no [Estatuto de Roma], se: [...] O Conselho de Segurança, agindo nos termos do Capítulo VII da Carta das Nações Unidas, denunciar ao Procurador qualquer situação em que haja indícios de ter ocorrido a prática de um ou vários desses crimes.”
A Câmara de Instrução II, composta pelo Presidente Cuno Tarfusser (da Itália) e pelos juízes Marc Perrin de Brichambaut (da França) e Chang-ho Chung (da Coreia do Sul), emitiu duas decisões lidando separadamente com a conduta de Uganda e Djibuti. Os dois acórdãos foram emitidos em 11 de julho de 2016.

I. Decisão referente à Uganda
Através da mídia, o TPI tomou conhecimento que Al Bashir iria viajar para Uganda, a fim de comparecer a cerimônia de posse do Presidente Yoweri Museveni. Diante disso, no dia 11 de maio de 2016, a Secretaria do TPI transmitiu uma nota verbal às autoridades ugandesas relembrando do seu dever de deter e entregar Al-Bashir. No dia 12 de maio, o acusado de fato esteve em Uganda, mas esse Estado nada fez para prendê-lo.
Em 27 de junho, a Câmara de Instrução recebeu uma carta enviada por Uganda afirmando que não entregou Al-Bashir devido a uma decisão da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, na qual se determinou que os Estados membros da União Africana, de acordo com as imunidades previstas no artigo 98 do Estatuto de Roma, não devem deter e entregar Al-Bashir ao TPI.
Em sua decisão, a Câmara relembrou que Uganda é um Estado Parte do Estatuto de Roma, o que significa que tem a obrigação de cooperar com o Tribunal, inclusive por meio da prisão e entrega de acusados. Também destacou-se que, nos termos do artigo 97 do Estatuto, em caso de qualquer questão que pudesse impedir ou retardar a execução de um mandado de prisão, o Estado teria o dever de consultar o Tribunal sem demora, a fim de encontrar uma solução para a questão.
A Câmara reforçou que a decisão da União Africana, impondo aos seus membros o dever de não cooperar com o TPI, não é motivo válido para justificar o descumprimento dos mandados de prisão contra Al-Bashir. Em decisão datada de 9 de abril de 2014, o TPI já havia assentado que essa determinação da União Africana se encontra em desconformidade com o Direito Internacional. Segundo o Tribunal, quando o Conselho de Segurança submeteu a situação do Sudão a sua jurisdição, ele determinou que a imunidade de Al-Bashir como chefe de Estado não poderia ser usada como obstáculo aos procedimentos perante o TPI. É nada mais do que lógico que quando o Conselho de Segurança deu poderes ao TPI para julgar os crimes do Sudão, ele teve a intenção de afastar qualquer impedimento ao julgamento dos acusados, incluindo a imunidade desses. Diante disso, o Conselho de Segurança implicitamente renunciou as imunidades que Al Bashir teria direito sob a lei internacional, não havendo, assim, qualquer empecilho normativo capaz de justificar o inadimplemento dos dois mandados de prisão contra ele. Diante do exposto, aquela decisão da União Africana se encontra sem efeito.
Com isso, a Câmara concluiu que Uganda violou o Estatuto de Roma ao não prender e entregar Al Bashir quando ele esteve em seu território, em maio de 2016.
Para o inteiro conteúdo da decisão referente à Uganda, clique aqui.

II. Decisão referente ao Djibuti
Em 10 de maio de 2016, a Secretaria do TPI notificou a Câmara de Instrução II de que Omar Al-Bashir viajou ao Djibuti no dia 8 de maio de 2016, a fim de participar da cerimônia de posse do Presidente Ismail Omer Gaili. Nessa ocasião, as autoridades do Djibouti nada fizeram para prender Al-Bashir.
No dia 24 de junho, o Djibuti enviou uma carta ao TPI apresentando os seus motivos por não ter executado os mandados de prisão contra Al-Bashir. Basicamente três argumentos foram desenvolvidos: (i) o ordenamento jurídico interno do Djibuti não prevê os procedimentos judiciais e administrativos necessários para a detenção e entrega de suspeitos ao TPI; (ii) nos termos do artigo 98 do Estatuto de Roma, Al-Bashir não pode ser detido, porque tem direito às imunidades cabíveis aos chefes de Estado em exercício; (iii) como membro da União Africana, o Djibuti deve respeitar a decisão dessa organização dirigindo os seus Estados Membros a não cumprir os mandados de prisão contra Al-Bashir; e (iv) no âmbito da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Intergovernmental Authority on Development -IGAD), o Djibuti faz parte do processo de paz na República do Sudão e na República do Sudão do Sul.
Rejeitando os argumentos do Djibuti, a Câmara afirmou que esse Estado é parte do Estatuto de Roma e, portanto, tem o dever de cooperar com o TPI. Quanto ao primeiro argumento apresentado (a falta de procedimentos na lei interna), a Câmara destacou que, de fato, o Estatuto de Roma determina que os Estados Partes devem promulgar instrumentos legais criando procedimentos internos de cooperação com o Tribunal. Conduto, a inexistência desses procedimentos (como ocorre no Djibuti) não pode servir como justificativa ao descumprimento dos pedidos de cooperação feitos pelo Tribunal. Nada no Estatuto afirma que a cooperação com o TPI está condicionada à adoção de leis internas estabelecendo esses procedimentos judiciais.
Referindo-se à imunidade de Al-Bashir e a decisão da União Africana, a Câmara apresentou o mesmo argumento desenvolvido no caso de Uganda: a resolução do Conselho de Segurança submetendo a situação do Sudão ao TPI priva Al-Bashir de suas imunidades jurisdicionais face o Tribunal. Assim, a imunidade que ele teria como chefe de Estado não é capaz de impedir o prosseguimento do processo criminal no TPI.
No tocante ao último ponto da carta do Djibuti, a Câmara se demonstrou sensível ao procedimento político de construção da paz da região. Porém, destacou que os Estados Partes do Estatuto de Roma devem exercer suas pretensões e objetivos políticos circunscritos aos limites de suas obrigações legais. É inadmissível que os Estados coloquem seus deveres jurídicos de lado por simples conveniência política.
Pelo exposto, a Câmara concluiu que o Djibuti também violou o Estatuto de Roma quando não prendeu Al Bashir, no momento em que esse esteve em seu território.
Para o inteiro conteúdo da decisão referente ao Djibuti, clique aqui.
Como já dito, as condutas de Uganda e Djibuti foram remetidas para a Assembleia dos Estados Partes do Estatuto de Roma e para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, para que tomem as medidas cabíveis.
Clique aqui para mais informações sobre o caso Al-Bashir.
Autor: Bruno de Oliveira Biazatti
Fonte: CEDIN

terça-feira, 19 de julho de 2016

Agência da ONU diz que Equador é exemplo de acolhimento de refugiados

Durante sua primeira visita ao Equador, o alto comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, elogiou o país por ter permitido que milhares de colombianos reconstruíssem suas vidas após serem obrigados a deixar seus lares durante décadas de conflito armado.
O Equador abriga cerca de 60 mil refugiados (sendo 95% colombianos), além de outros 200 mil colombianos que fugiram da violência durante a prolongada guerra civil que deixou ao menos 220 mil mortos.
O alto comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, joga futebol com refugiados colombianos em um centro esportivo em Quito, no Equador. Foto: Santiago Escobar-Jaramillo/ACNUR
O alto comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, joga futebol com refugiados colombianos em um centro esportivo em Quito, no Equador. Foto: Santiago Escobar-Jaramillo/ACNUR
Durante sua primeira visita ao Equador, o alto comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, elogiou na sexta-feira (8) o país por ter permitido que milhares de colombianos reconstruíssem suas vidas após serem obrigados a deixar seus lares durante décadas de conflito armado.
O Equador abriga cerca de 60 mil refugiados (sendo 95% colombianos), além de outros 200 mil colombianos que fugiram da violência durante a prolongada guerra civil que deixou ao menos 220 mil mortos.
Destacando uma nova era de paz na Colômbia, o alto comissário ressaltou a importante contribuição que os refugiados podem trazer ao desenvolvimento do Equador.
A fim de apresentar uma resposta para as necessidades dos refugiados colombianos no país, o ACNUR disse estar trabalhando com autoridades equatorianas e parceiros humanitários para ajudar os deslocados a reconstruir suas vidas.
No ano passado, a agência da ONU e parceiros lançaram um programa para reduzir a pobreza. O programa “Modelo de Graduação” foi criado com o objetivo de ajudar até 7,5 mil famílias mais vulneráveis a encontrar modos de vida sustentáveis.
O projeto foi concebido para beneficiar tanto refugiados como famílias equatorianas, de forma alinhada aos objetivos do governo de reduzir a pobreza no país. A iniciativa também é importante para integrar os deslocados internos em suas comunidades de acolhimento.
Em um contexto internacional em que o deslocamento forçado provoca reações adversas em alguns países, Grandi afirmou que o Equador é um exemplo para o mundo.
“O ACNUR acredita que o Equador pode ser uma referência global de acolhida e de busca de soluções para os refugiados. Estamos empenhados em trabalhar em estreita colaboração com o país para fortalecer esse processo.”
Fonte: ONU Brasil

Documentário analisa porquê pais japoneses deixam os filhos pequenos irem por conta própria para a escola

Muitos estrangeiros no Japão ficam chocados ao ver pequenos estudantes japoneses (de 6 anos em diante) andando nas ruas ou até mesmo pegando trens e ônibus para irem e voltarem de suas escolas, sem os pais ou adultos por perto.
Enquanto estas cenas seriam considerada preocupantes em muitos países do exterior, ela é perfeitamente típica no Japão.
Para tratar sobre isso, a TV australiana SBS2 compartilhou um mini-documentário chamado de “Japan’s independent kids” no You Tube, mostrando as diferenças entre a independência de uma criança japonesa e australiana (semelhante a de muitos outros países, como no Brasil). 
O vídeo tem aproximadamente 8 minutos e está disponível logo abaixo.
O pequeno documentário começa compartilhando o provérbio japonês “kawaii ko ni wa tabi wo saseyo” que significa algo do tipo “envie seu amado filho para uma jornada”. Este provérbio diz que as crianças devem aprender a assumir os desafios e dificuldades de uma fase inicial de vida. Elas devem ser conduzidas a se socializar de modo a ficar independente e saber cuidar de si, mesmo com pouca idade. Pois não será sempre que terão seus pais por perto.
Além de ensinar a independência, analistas explicam que a sociedade e a cultura do trabalho no Japão deveriam ser completamente reorganizados se os pais fossem responsáveis pelo transporte dos filhos para a escola todos os dias. A logística de hoje não suportaria a população nas ruas e trajetos nos horários de funcionamento escolar, seja em termos de compatibilidade entre horário de escola e trabalho dos pais, seja em termos de tráfego. 
Outro fator que favorece este modelo, segundo o documentário, é o fato do Japão ter um índice muito baixo de homicídio e a sociedade estar acostumada com isto, sendo tolerante e solidária às crianças nas ruas.
As crianças no Japão são ensinadas a acreditar que qualquer pessoa pode ajudá-las no caminho, se precisarem. Enquanto em outros países as crianças são ensinadas a temerem os desconhecidos, amedrontando-as.
Para os pais japoneses não se deve proteger as crianças naquilo que ela já é capaz de fazer. Com esta concepção e estas experiências proporcionadas pela cultura, as crianças japonesas tornam-se mais independentes, mais cedo, do que crianças de outros países. 
Sem dúvida é um choque cultural, mesmo para brasileiros, deixar as crianças pequenas saírem sozinhas (ou mesmo com alguns colegas) nas ruas. 
Como foi sua própria experiência de deixar seus filhos irem para a escola por conta própria tão cedo? E as crianças, como se saíram, o que acharam? Conte-nos sobre este conflito cultural vivido por vocês!

Fonte: IPC Digital

Banco Mundial e ONU premiam filmes sobre combate às mudanças climáticas em competição internacional

Até 15 de setembro, a competição mundial #Film4Climate – promovida pelo Banco Mundial, pela Connect4Climate e pelas Nações Unidas – recebe inscrições de vídeos e curtas-metragens produzidos por cineastas engajados na promoção do desenvolvimento sustentável e no combate às mudanças climáticas.
A premiação conta com duas categorias: anúncio de serviço público, para produções de até um minuto; e curta-metragem ou mini documentário, para filmes de um até cinco minutos.
A competição convida cineastas de todo o mundo a expressarem a sua visão de um futuro sustentável. A ideia é que realizadores desenvolvam temáticas associados ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 13, mostrando o que indivíduos e comunidades estão fazendo para buscar soluções para as mudanças climáticas.
Imagem: Divulgação / Flim4Climate
Os realizadores são encorajados a criar uma narrativa pessoal que explore questões fundamentais como: O que as mudanças climáticas significam para você? Que medidas tenho tomado para evitar o avanço do aquecimento global? Qual é a minha mensagem para o mundo sobre as ações pelo clima?
Os ganhadores serão anunciados durante a próxima Conferência do Clima das Nações Unidas – a COP22 –, que acontece em novembro, no Marrocos.
Para conhecer todas as regras da competição e requisitos de qualificação, acesse: film4climate.netou connect4climate.org.

Júri e prêmios especiais

Os inscritos terão seus vídeos avaliados por um júri presidido pelo italiano Bernardo Bertolucci – diretor de O Ultimo Tango em Paris e O Conformista.
Também integram o time de jurados o cineasta brasileiro Fernando Meirelles – de Cidade de Deus –, o produtor dePulp Fiction, Lawrence Bender, o produtor de Hotel Ruanda, Martin Katz, a vice-presidente das Relações Externas e Corporativas do Banco Mundial, Sheila Redzepi, e outros.
Os vencedores receberão prêmios monetários no valor de 8 mil, 5 mil e 2 mil dólares para o primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente, de cada categoria. Podem se inscrever cineastas de 14 a 35 anos de idade.
Além das premiações em dinheiro, serão entregues condecorações especiais para os melhores filmes, como o Prêmio Escolha do Publico, o Prêmio MENA – para o melhor vídeo feito região que engloba o Oriente Médio e o Norte da África –, o Prêmio Preço para o Carbono e outros associados aos parceiros da iniciativa.
Uma das empresas que apoia o #Film4Climate é a Produções Vulcan, que vai distribuir os vídeos vencedores no circuito internacional.

Saiba mais sobre a competição

A competição é organizada pela Connect4Climate — um fundo do Banco Mundial composto por diversos doadores para promover ações de comunicação sobre as alterações climáticas.
O programa é apoiado pelo Ministério do Ambiente, Terra e Mar Italiano, o Ministério Federal Alemão para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e o organismo financeiro, além de de mais de 400 parceiros da sociedade civil, redes de mídia, organizações internacionais, instituições universitárias, grupos de jovens e setor privado.
“Precisamos das suas imagens e palavras para contar uma história que inspire a responsabilidade individual e a ação colectiva numa escala global”, destacou a gestora do Connect4Climate, Lucia Grenna, convocando jovens de todo o mundo a participarem.
O #Film4Climate é a iniciativa oficial do fundo dedicada a tornar o cinema mais verde. A premiação conta com a ajuda de mais de 160 parceiros da indústria cinematográfica internacional. Outros parceiros da competição incluem o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), o governo do Marrocos e a companhia energética ENEL.