terça-feira, 22 de março de 2016

Brasil irá exportar mais: Senado aprova o Acordo de Facilitação de Comércio

o início deste mês, no dia 03, o Senado Federal deu sinal verde para o Acordo sobre Facilitação de Comércio (TFA, sigla em inglês) da Organização Mundial do Comércio (OMC). O objetivo do acordo é facilitar a rotina dos operadores de comércio exterior por meio da modernização da administração aduaneira e simplificação de procedimentos comerciais. O que na prática significa menos burocracia para o comércio com outros países. Os procedimentos atuais são considerados complexos e pouco transparentes. A nova regra deve auxiliar no combate à corrupção e também na redução de custos operacionais, inclusive para os setores privados.
Essa mudança impactará diretamente na crise econômica brasileira pois com a desvalorização do câmbio, as exportações são a principal aposta para atenuar a recessão. No estudo sobre ambiente de negócios do Banco Mundial, o Brasil aparece na 116ª posição, em uma lista de 189 países, atrás de economias como Turquia e Paraguai.
Em entrevista à Istoé Dinheiro, o fundador da Barral M Jorge, Welber Barral destacou que “se o Brasil quiser ser competitivo, a eliminação de burocracias é fundamental”.
Aqui a reportagem completa da Istoé Dinheiro.
Para saber mais sobre o Acordo, clique aqui para ler o artigo da Consultora de Comércio Internacional da BMJ, Andrezza Fontoura. 

segunda-feira, 21 de março de 2016

Clóvis de Barros Filho oferece curso online gratuito sobre Ética

Vídeoaulas podem ser acompanhadas pela plataforma online de educação superior no Brasil: Veduca
​A internet é uma ferramenta poderosa, que vai muito além das redes sociais. Ela pode ser utilizada para estudos a fim de garantir conhecimento, com várias alternativas interessantes e, muitas vezes, gratuitas.
Uma boa possibilidade para quem gosta de aprender de forma online é o Curso de Ética ofererido Veduca, plataforma online de educação superior no Brasil, que reúne mais de 300.000 estudantes. O curso, totalmente gratuito, é ministrado pelo Clóvis de Barros Filho, da Escola e Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).
“A palavra ‘ética’ está na boca de todos, talvez como nunca antes. No entanto, poucas pessoas conhecem a fundo seus múltiplos sentidos. A proposta do curso é passar pelos vários significados e usos do termo ao longo da história e ajudar o estudante a formar uma perspectiva menos ingênua e mais abrangente sobre o tema”, explica Clóvis.
O curso tem duração de 60 horas e é composto por vídeos: um introdutório e doze videoaulas, divididas em partes e acrescidas de quizzes para melhor fixação do conteúdo. São abordados tópicos como Introdução à Ética; Primeiros passos da Ética; Ética, o invisível e o virtuoso; Tolerância e laicidade; O Valor da Ação; Fé e Virtude; Discutir a Ética; Vontade x Desejo (Kant); A Dignidade Moral (Kant); O Martelo de Nietzsche; Negar a fórmula, viver a vida; Eterno Retorno: o amor à vida.
Para garantir maior interação com o conteúdo e com outros estudantes na plataforma, o Veduca disponibiliza algumas ferramentas, como um caderno virtual para anotações pessoais, e o fórum de discussão.
Qualquer pessoa pode realizar o curso, pois não é exigida nenhuma formação específica. Além disso, todo conteúdo é aberto e gratuito.
Quem quiser receber um certificado do professor, atestando que domina o assunto abordado, poderá optar por fazer uma prova presencial.

Fonte: Conti outra

Profissão de Internacionalista ganha força

Veja o vídeo da reportagem

quarta-feira, 2 de março de 2016

Paulo Maluf é condenado à prisão na França por lavagem de dinheiro

A França se adiantou ao Brasil e condenou o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) a três anos de prisão por lavagem de dinheiro em território francês de 1996 a 2005. A Justiça Federal e a do Estado de São Paulo colaboraram com o caso, compartilhando provas de ações contra o parlamentar no país.
Segundo a sentença, proferida pela 11ª Câmara do Tribunal Criminal de Paris no fim do ano passado, os valores investigados são decorrentes de desvio de dinheiro público brasileiro. Junto com Maluf, foram condenados também sua esposa e seu filho, Sylvia Lutfalla Maluf e Flávio Maluf.
Os três tiveram 1,8 milhão de euros confiscados pela Justiça francesa, obtidos de contas e valores em espécie, e, juntos, terão de pagar 500.000 euros em multas. A família já recorreu, e a decisão está nas mãos da Corte de Apelação de Paris.
Informada da condenação no último mês, a Procuradoria Geral da República – que é responsável por duas ações do MPF contra Paulo Maluf – pede agora que a ação seja transferida da França para o Brasil, junto com a repatriação de valores, alegando que ele é brasileiro. Nesse caso, a Constituição veda extradição para cumprir a pena no exterior.
A Justiça francesa ainda não se manifestou a respeito, mas já deixou claro que o dinheiro lavado é oriundo de corrupção e peculato e foi enviado para empresas offshore e bancos no exterior. A rota do dinheiro teria sido do Brasil a um banco de Nova York, através de um doleiro que fez as remessas aos Estados Unidos. De lá, ele foi redistribuído para paraísos fiscais e, depois, reutilizado em parte para comprar ações de empresas da família Maluf no Brasil, entre 1997 e 1998.
Vale lembrar que a investigação sobre o depósito suspeito de US$ 1,7 milhão em conta do banco Crédit Agricole na França já levou à detenção do político em Paris em 2003. Aqui, Maluf responde a ações penais relacionadas a desvios cometidos quando era prefeito de São Paulo. São várias as obras suspeitas nesses casos, entre elas, a construção da Avenida Água Espraiada (hoje, Avenida Jornalista Roberto Marinho), que, acredita-se, causou um prejuízo de 1 bilhão de dólares aos cofres públicos. Segundo afirma o MPF, os fundos da família Maluf teriam movimentado um total de 172 milhões de dólares.
Engenheiro de formação, Paulo Maluf, hoje com 84 anos, é uma das figuras políticas brasileiras mais emblemáticas, descrito popularmente como aquele que “rouba, mas faz”. Foi duas vezes prefeito de São Paulo (a primeira vez, de 1969 a 1971) e, no âmbito do Estado, foi secretário de transportes (1971 a 1975) e governador (1979 a 1982).
Atualmente em seu quarto exercício como deputado federal por São Paulo, ele responde processo também nos Estados Unidos, é um dos brasileiros atualmente procurados pela Interpol (polícia internacional). Em seu próprio país, nenhuma das ações em curso chegou ao fim, portanto ele segue vivendo e trabalhando normalmente.
Fonte: El Pais

Por unanimidade, Conselho de Segurança da ONU amplia sanções à Coreia do Norte

DPRK_SC_665980_2016O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (2) uma resolução que impõe novas sanções e torna ainda mais duras algumas das medidas em vigor contra a Coreia do Norte, em decorrências das atividades relacionadas com mísseis balísticos e nucleares em curso no país. Segundo o órgão da ONU, estas atividades “ameaçam a paz e a segurança internacionais”.
“A ação unânime de hoje pelo Conselho de Segurança enviou uma mensagem clara de que a Coreia do Norte deve retornar ao pleno cumprimento das suas obrigações internacionais”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em um comunicado emitido por seu porta-voz. O chefe da ONU exortou o país da Ásia Oriental a cumprir a resolução e apelou a todos os Estados-membros da ONU que garantam a sua implementação.
A nova medida da ONU amplia sanções contra a Coreia do Norte através da imposição de uma proibição de todas as exportações, incluindo carvão, ferro, minério de ferro, ouro, minério de titânio, minério de vanádio e metais de terras-raras. O texto proíbe ainda o fornecimento de todos os tipos de combustível de aviação, incluindo combustível de foguete.
A nova resolução também exige que os Estados inspecionem toda a carga vinda de e indo para a Coreia do Norte, e não apenas aquelas em que se suspeita que contenham itens proibidos, como acontecia anteriormente. Também proíbe a locação ou fretamento de navios ou aviões e a prestação de serviços de tripulação para o país, bem como o registro de navios norte-coreanos, determinando que os Estados cancelem os atuais registros de quaisquer embarcações de propriedade ou controlados pela Coreia do Norte.
A resolução determina ainda que os Estados proíbam voos e neguem a entrada nos seus portos de qualquer navio suspeito de transportar itens proibidos.
Em relação às sanções financeiras, a resolução alarga o seu âmbito através da imposição de um congelamento de bens de todos os fundos e outros recursos econômicos detidos ou controlados pelo governo da Coreia do Norte ou pelo Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, caso seja descoberta uma associação com seu programa de mísseis nuclear ou balístico, ou com quaisquer outras atividades proibidas.
Treze novos indivíduos foram designados na resolução como sujeitos à proibição de viajar e ao congelamento de ativos. Além disso, 12 novas entidades estão sujeitas ao congelamento de ativos, incluindo duas organizações da área de energia.
O texto também amplia as restrições financeiras existentes, proibindo a abertura e o funcionamento de quaisquer escritórios de bancos da Coreia do Norte no exterior, bem como a abertura de novos escritórios de instituições financeiras estrangeiras na Coreia do Norte sob quaisquer circunstâncias, a menos que sua atuação seja aprovada previamente pelo Comitê de Sanções.
Em relação ao embargo de armas, que está em vigor desde 2006, a resolução amplia seu escopo para incluir armas de pequeno calibre e armas leves, que haviam sido excluídos anteriormente.
Ela inclui uma disposição que impõe uma proibição da transferência de qualquer item, exceto alimentos e medicamentos, se um Estado tem razão para acreditar que pode contribuir para o desenvolvimento e as capacidades das forças armadas da Coreia do Norte.
O texto – que contém 19 páginas – destaca em diversos momentos que as medidas impostas não se destinam a ter efeitos negativos sobre os cidadãos do país. “Essa resolução não se destina a ter consequências humanitárias negativas para a população civil da Coreia do Norte ou a afetar negativamente essas atividades, incluindo as atividades econômicas e de cooperação.”
Fonte: CEDIN

Jogos Olímpicos do Rio terão uma equipe somente com atletas refugiados

O Comitê Olímpico Internacional (COI) vai contar com uma equipe de refugiados nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto. "Estamos lançando a equipe hoje (quarta-feira), convocando cada um deles", afirmou o presidente do COI, Thomas Bach.
"Queremos mandar mensagem de esperança ao mundo e aos refugiados do mundo. Eles não têm um país a bancar, uma bandeira a levar. Eles levarão a bandeira olímpica, com o hino olímpico", declarou.
O COI ainda começará a identificar refugiados que poderiam ser classificados. "Hoje, temos 43 promessas e que ajudamos com nossos programas", explicou Bach. No Rio, ele terão uniforme, técnicos e apoio. Na cerimônia de abertura da Olimpíada, eles vão entrar no Maracanã antes da delegação brasileira, a última a desfilar.
Fonte: IG

terça-feira, 1 de março de 2016

39 obras de Hannah Arendt, Adorno, Benjamin, Habermas e disponíveis para download

Hannah Arendt. Nascida em Hannover, na Alemanha, em 14 de outubro de 1906, de origem judaica, foi batizada como Johanna Arendt. Tendo perdido o pai com sete anos incompletos, mostrou-se precoce ao tentar consolar sua mãe, Martha Arendt: “Pense – isso acontece com muitas mulheres”, teria dito a menina, para espanto da viúva. Recebeu da mãe, que tinha simpatia por ideias da social-democracia, uma educação marcadamente liberal. Ainda na adolescência, teve contato com a obra de Kant. Aos dezessete anos, abandonou a escola por questões disciplinares. Transferiu-se para Berlim, onde estudou teologia e a filosofia do dinamarquês Soren Kierkegaard. Em 1924, passou a frequentar a universidade de Marburg. Ali permaneceu um ano, durante o qual assistiu aulas de Filosofia com Martin Heidegger – com quem manteve, em seguida, um relacionamento amoroso complicado – e Nicolai Hartmann; teologia protestante com Rudolf Bultmann; e grego. Arendt formou-se em Filosofia em Heidelberg.