sábado, 26 de agosto de 2017

O Guia Completo das Ferramentas de Pesquisa

Atualmente muitas ferramentas da web estão disponíveis aos autores, pesquisadores e estudantes. Em um contexto científico, tais ferramentas de pesquisa podem ser utilizadas para buscar informação, comunicar, colaborar, organizar, divulgar e mensurar a produção de pesquisa de forma eficaz.
As ferramentas de pesquisas ajudam na produção de um trabalho científico. Elas tornam as tarefas mais produtivas e menos manuais. Ao automatizá-las você  tornar melhor sua experiência como pesquisador.
A questão é: quanto custam essas ferramentas de pesquisa? A boa notícia é que várias delas são gratuitas, e outras oferecem planos bastante acessíveis e funcionalidades avançadas.
Neste artigo, indicamos a você diversas ferramentas de pesquisa que auxiliam no fluxo de atividades do pesquisador relacionadas à gestão dessas atividades.

Preparação

Essa é a fase em que você deve definir o tema que será trabalhado e pensar em como sua pesquisa será colocada para frente! Estas são algumas das ferramentas de pesquisas que auxiliam a definir as prioridades da sua pesquisa e quais as principais ideias:
Além disso, obter financiamentos é fundamental para que sua pesquisa consiga alcançar os resultados que espera, algumas ferramentas que podem ajudar a conseguir esse apoio são: 

Descoberta

ferramentas de pesquisa para descobrir

Ferramentas de pesquisa para buscar literatura e dados que podem ser relevantes para você

Existem diversos sites de pesquisa super legais, além das seguintes ferramentas de pesquisas indicadas são:
  • Google Scholar – Sistema de descoberta de artigos e trabalhos científicos gratuito mantido pelo Google, que também fornece métricas de citação.
  • Web of Science – Base de dados multidisciplinar mantida pela Thomson Reuters que apresenta artigos científicos e de revisão, trabalhos de eventos e patentes selecionados, permitindo a pesquisa por documentos e citações, fornecendo métricas para comparar citações de artigos, autores e revistas tais como fator de impacto, índice h, índice de imediaticidade, meia vida, etc.
  • rOpen Sci – Fornece acesso a dados científicos, de texto completo de artigos de revistas a repositórios de dados, incluindo métricas de impacto em tempo real.
  • PLOS – Editora internacional sem fins lucrativos que publica revistas em acesso aberto. https://www.plos.org/,
Sugerimos também sites de pesquisadores, a rede social Twitter, e outras ferramentas de pesquisa, tais como:

Para receber alertas e recomendações

Google Schoolar também é uma ferramenta que irá te ajudar, entenda como usar!  
Talvez o ResearchGate seja mais adequado. É uma rede de pesquisa gratuita que permite criar perfil do pesquisador adicionando suas publicações 
O Sparrho é um canal de novidades de pesquisa para manter-se atualizado e descobrir recomendações, mas o  Facebook também pode servir.

Ferramentas de pesquisa para Ler, ver, anotar e gerenciar referências

A leitura correta de trabalhos científicos é importantíssima, por isso recomendamos as seguintes ferramentas de pesquisa:
  • EndNote Web – Ferramenta de organização de referências e citações, disponível à comunidade USP por meio da Web of Science
  • Mendeley – Essa ferramenta é um ótimo gerenciador de referências e de arquivos em PDF. Além de ser gratuito, conta com mais recursos que o EndNote. Também funciona como rede de conhecimento e permite armazenar e compartilhar documentos
  • CiteUlike  Serviço gratuito de gestão e descoberta de referências.
  • RefWorks –  Ferramenta de gestão de referências e citações mantida pela Proquest por meio da interface Flow.
  • Colwiz – Ferramenta de gestão de referências gratuita
  • Crossref Simple Text Query – Obtenha links persistentes para sua lista de referências ou bibliografia

Análise

ferramentas de pesquisa para análise

Para coletar e extrair dados

Para coletar informações e dados existe o Google Forms, disponibilizado gratuitamente pelo Google, além das seguintes ferramentas de pesquisa:
  • Typeform – Cria perguntas e questionários como se fosse uma conversa real, os formulários ficam atraentes e divertidos de serem concluídos.
  • Qualtrics – Com Qualtrics, é possível capturar, analisar e atuar em insights. Os recursos de colaboração facilitam a criação e compartilhamento de uma pesquisa com seus pares.
  • HiveBench – Permite planejar, publicar, rastrear, organiza e encontrar pesquisas a partir de uma única plataforma.
  • Altmetrics – É uma ferramenta de métrica de impacto baseada em citações de artigos e documentos científicos em redes e mídias sociais. Permite acompanhar o impacto externo à academia de influência do trabalho em fontes não científicas como Twitter, Facebook e Blogs.

Analisar dados

Dentre as ferramentas de pesquisa, o clássico Excel é ótimo para análise de dados.
  • GraphPad Prism – Para análise estatística, ele é pago, mas tem 30 dias gratuito e algumas analises gratuitas no site. Mais fácil de usar que os outros programas e ele gera gráficos muito bonitos.
  • SPSS – O é um Software proprietário utilizado para análise estatística que atualmente inclui mineração de dados.
  • Zooniverse – É  uma plataforma colaborativa de pesquisa baseada no esforço voluntário, etc.
  • Uthopia Docs – É uma ferramenta que permite explorar e conectar o conteúdo estático de artigos científicos (PDF) com o mundo dinâmico de conteúdos online. Trabalhando em estreita colaboração com editoras como a Springer, revistas de acesso aberto como eLife e repositórios como PMC, a ferramenta permite que os leitores acessem diretamente os artigos citados (quando disponíveis)

Escrita de pesquisas científicas

Existem algumas regras para a ordem de autores na hora de escrever seu trabalho! Além disso, é importante saber os diferentes tipos de pesquisa e os diferentes gêneros existentes na hora de escrever. Caso você esteja escrevendo um artigo científico, vai gostar destas dicas.

Ferramentas para produzir visualmente dados, gráficos e informações

Mind the Graph – Ferramenta criada por brasileiros que transforma cientistas em designers.  Oferece diversas combinação de templates, gráficos e ilustrações com foco em pesquisa. Utilizada por pesquisadores de Harvard, University of London, UCLA, McGill e Stanford.

Canva – Com essa ferramenta é possível criar belos designs e gráficos profissionais.  É um software gratuito, fácil de usar e completamente online (não é necessário baixar nenhum programa). Ele oferece centenas de modelos profissionais que você pode ajustar para atender às suas necessidades. Você também encontra diversos templates de pôsteres de congressos
Com o Canva, por exemplo, é possível criar, de forma simples e gratuita, apresentaçõesgráficosinfográficosbannersmapas mentais etc.
Também reunimos essas 6 ferramentas que podem te ajudar:

Ferramentas para escrever, revisar, detectar plágio e aprimorar redação

Entre as ferramentas de pesquisa, muitos optam por utilizar o GoogleDocs, que está dentro do pacote de aplicativos do Google que funciona totalmente online diretamente no browser.
Muitos pesquisadores também utilizam o MS Word, porém caso você queira variar, indicamos as seguintes ferramentas:
  • Authorea é um editor colaborativo gratuito de pesquisas. Permite gerir, compartilhar e revisar documentos.
  • A Overleaf é uma ferramenta que permite escrever e publicar de modo compartilhado: criar, editar e publicar sua pesquisa.
  • A SNIP (Source Normalized Impact per Paper) é uma ferramenta de pesquisa que mensura impacto contextualizado de citação com base no número total de citações em um campo de estudos, permitindo ao pesquisador selecionar periódicos de diferentes áreas temáticas com base em fator de impacto normalizado.
Além disso para citar, você pode usar as seguintes ferramentas: Citation Style Zotero, CitationStyles, Fore-Cite, Crossref DOI Citation formatter, Amber,Perma.cc, WebCite, etc

Ferramentas para a Publicação de pesquisas

Para a publicação em si

  • Eigenfactor – Provê uma interface de análise de métricas de publicação científica. 
  • Peerage of Science – Serviço gratuito de revisão por pares e publicação. 
  • Winnower – – Plataforma de publicação científica em acesso aberto que permite submissão de artigos, revisão por pares, alterações, arquivamento e análise por meio de métricas. 

Para compartilhar suas publicações

ArXiv é um repositório de documentos científicos em acesso aberto criado em 1991. Permite depósito de artigos e trabalhos que ficam disponíveis em texto completo.
Você também pode utilizar o Linkedin ou compartilhar via e-mail.
Outra ferramenta para pesquisadores é o Figshare, se trata de um repositório online que permite armazenar, compartilhar, buscar e gerenciar sua pesquisa na nuvem, controlando seu compartilhamento e disponibilidade de dados ao público.

Como selecionar a revista para submeter o trabalho científico?

Scopus é uma base de dados multidisciplinar mantida pela Elsevier com características semelhantes à Web of Science, que apresenta artigos científicos e de revisão, trabalhos de eventos, patentes e websites selecionados, permitindo pesquisar documentos e citações, e oferecendo métricas como o SJR (SCImago Journal Rank), IPP (Impact per Publication), SNIP (Source Normalized Impact per Paper), índices que permitem comparar artigos, revistas e autores.
Journal Impact Factor – JCR é uma ferramenta analítica que permite analisar e ranquear as revistas científicas de acordo com índice de citações, fator de impacto, imediaticidade, meia vida, entre outras métricas analíticas, com base em dados da Web of Science. Atualmente apresenta seus resultados por meio do InCites

Divulgação e valorização

ferramentas de pesquisa para divulgação de trabalhos
Kudos é um serviço gratuito que auxilia na visibilidade das pesquisas, permitindo que o trabalho seja encontrado, lido e citado.
Outras ferramentas de pesquisa são: Before Abstract, Story Collider, Three Minutes Thesis.
Porém você também pode submeter seu trabalho para eventos científicos! Essa é uma ótima maneira de divulgar e apresentar seu trabalho para a comunidade científica.   

Avaliação

sites e ferramentas para artigos científicos

Comentar resultados de pesquisas

Revisar por Pares (Peer Review)

Mensurar o Impacto

Avaliar pesquisadores, fontes e dados

Ferramentas para se conectar com pesquisadores

conexão entre pesquisadores
  • O ORCID é um Identificador digital gratuito persistente e único para pesquisador, que permite desambiguar autoria e fornece maior visibilidade à produção científica.
  • O ResearcherID é um identificador que também é único para pesquisadores mantido pela Thomson Reuters que distingue um pesquisador de outro e permite agregar suas publicações mediante cadastro prévio.
  • Nature é um grupo editorial internacional dedicado à publicação de artigos científicos que revelam tendências e novidades científicas.
  • Publons é um site e serviço gratuito para pesquisadores lançado em 2012 que tem como objetivo registrar, compartilhar, discutir e receber crédito por revisão por pares de publicações acadêmicas.
  • Pubpeer é uma comunidade online para discussão aberta de resultados de pesquisa que visa melhorar a qualidade da pesquisa.
Fonte: Even3

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

ONU lança biblioteca digital com 900 mil documentos à disposição do público

Plataforma será o ponto de acesso global à informação das Nações Unidas, incluindo material histórico e registros contemporâneos. Biblioteca foi desenvolvida por meio de tecnologia de código aberto pela Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN). 

A ONU lançou no mês de maio um repositório que conta atualmente com cerca de 900 mil registros. Segundo a organização, a plataforma será o ponto de acesso global à informação das Nações Unidas, incluindo material histórico e registros contemporâneos.
A iniciativa é uma parceria entre a Biblioteca Dag Hammarskjöld das Nações Unidas e a Biblioteca do Escritório das Nações Unidas em Genebra. A plataforma fornece acesso a materiais produzidos pela organização em formato digital e sem custo algum, e faz parte de um esforço de promover a transparência, o livre acesso à informação e a preservação do acervo documental da ONU.
A biblioteca foi desenvolvida por meio de tecnologia de código aberto pela Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) e engloba métricas de administração e de código aberto.
O sistema incorpora conteúdo apresentado em diversos bancos de dados autônomos, como o Sistema de Informação Bibliográfica da ONU (UNBISNET) e o Sistema de Documentos Oficiais das Nações Unidas. No total, são quase 900 mil registros, número que aumenta diariamente.
Entre os documentos disponíveis estão documentos oficiais da ONU e publicações de acesso público, discursos e dados de votações nos diferentes órgãos da organização, mapas, resoluções, atas de reuniões e uma diversa coleção de documentos institucionais.
A plataforma está disponível nos seis idiomas oficiais da organização, além de alguns outros não oficiais, em certos casos.
Para utilizar a Biblioteca Digital da ONU, os usuários devem acessar a página e fazer a busca utilizando os diferentes filtros, como tipo de documento ou órgão, agência ou organismo do Sistema ONU. O conteúdo também está disponível para download.

Acesse o repositório em https://digitallibrary.un.org.


Fonte: ONU

Tribunal europeu decide que tempo gasto indo e voltando do trabalho deve contar também como horas trabalhadas

Para a maioria dos trabalhadores, boa parte do seu dia é gasto em meios de transporte, indo para e vindo de seu trabalho – e costumeiramente é essa a parte mais desgastante e cansativa. Pois uma corte europeia de justiça decidiu que o tempo gasto em viagens para ir e vir de seus empregos também contarão como horas de trabalho, a serem pagas pelas empresas.
A decisão se aplica também aos prestadores de serviços sem escritório fixo em seus deslocamentos, e afetará milhões de pessoas na comunidade europeia. A ideia da corte é prezar pela saúde e segurança dos trabalhadores, que não podem ser forçados pelos contratantes a trabalhar mais de 48 horas por semana.

A decisão se deu a partir de uma empresa espanhola, que fechou seus escritórios regionais e manteve somente os escritórios principais, em grandes centros urbanos, aumentando intensamente o tempo de deslocamento dos funcionários até chegarem ao trabalho. “Fazer com que os trabalhadores paguem pelas decisões das empresas vai contra o objetivo de proteger suas saúdes e seguranças, que inclui a necessidade de um tempo regular de descanso”, afirmou a corte.
Veja aqui a sentença na íntegra.

Fonte: Nômades Digitais


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Como é Tordesilhas, a cidade onde espanhóis e portugueses dividiram o mundo entre si

Para quem chega, Tordesilhas parece apenas mais uma pequena cidade às margens do rio Douro, na província espanhola de Valladolid.
Tordesilhas tem menos de 10 mil habitantes
Tem um centro histórico com uma típica plaza mayor (praça central) e igrejas datando da Idade Média. Mas mencione o nome da cidade em qualquer cidade da América do Sul e muitas pessoas vão imediatamente fazer a conexão: foi lá, em 1494, que Espanha (então conhecida como Reino de Castela) e Portugal firmaram o compromisso de dividir os territórios que descobrissem - o Tratado de Tordesilhas.
Uma decisão que teve peso crucial para transformar o Brasil no único país latino-americano que tem o português como idioma.
A localização da cidade fez dela o local perfeito para as negociações entre os dois reinos. "Tordesilhas ficava na encruzilhada de estradas muito importantes da época", explica Miguel Angel Zalama, diretor do Centro Tordesilhas de Relações Íbero-Americanas.
"Havia ainda um palácio e tudo indica que o tratado foi assinado lá".
O local hoje é conhecido como Casas del Tratado, e não tem nada de muito luxuoso. Mas abriga um museu e uma réplica do documento histórico - isso porque o original em posse dos espanhóis está na sede do Arquivo Geral de Índias, em Sevilha, que abriga toda a documentação do período colonial espanhol.
Assinatura do tratado entre Portugal e Castela
impediu que os dois reinos fossem à guerra
A presença de um local confortável e a facilidade de acesso podem não ter sido as únicas razões pelas quais os monarcas espanhóis, Isabela de Castela e Fernando de Aragão, escolheram Tordesilhas.
"No século 14, a rainha Maria de Portugal e sua filha Beatriz viveram lá, então a cidade tinha um ligação histórica com o país. É possível que Castela tenha feito um gesto político para que os portuguses se sentissem mais confortáveis", explica Ricardo Piqueras Céspedes, historiador da Universidade de Barcelona.
Isabela e Fernando tinham bons motivos para apaziguar Portugal. O processo de negociação do Tratado de Tordesilhas tinha durado um ano e foi marcado por incertezas, bem como a ameaça de uma guerra entre os dois países, pioneiros das Grandes Navegações Europeias.
As negociações tiveram início quando, ao retornar de sua primeira viagem às Américas, o navegador genovês Cristóvão Colombo, que estava a serviço de Castela e Aragão, foi obrigado a parar em Lisboa para evitar uma tempestade. Ele foi forçado a fazer um relato de viagem ao rei português, João 2º. O monarca, convencido de que as novas terras estavam enquadradas no Tratado de Alcáçovas-Toledo, que dava a Portugal propriedade de descobertas ao sul das Ilhas Canárias, reivindicou posse do que Colombo encontrara.
Mas o comandante de outro barco participante da expedição de Colombo, o Pinta, conseguiu chegar a Castela e imediatamente fez chegar aos monarcas as notícias da descoberta. Eles enviaram emissários ao papa Alexandre 6º para reivindicá-la.
O pontífice, então, emitiu três Bulas Papais. A primeira delas, em 4 de maio de 1493, entitulada Bula Inter Caetera, basicamente cancelou o Tratado de Alcaçovas-Toledo, criando uma demarcação vertical, de polo a polo, em vez de horizontal, do Atlântico.
Os novos termos foram desvantajosos para Portugal, que além de perder as novas terras viu-se "encurralado" na expansão para a África, pois a linha imaginária traçada pela ordem do papa passava a apenas 420 quilômetros a oeste da ilha de Cabo Verde.

"Os portugueses queriam preservar suas colônias africanas e ilhas no Atlântico, mas para navegar até elas precisavam de ventos favoráveis. E isso obrigaria aos navegadores fazer grandes voltas. Só que a linha determinada pela bula impedia que os portugueses navegassem sem que invadissem território castelhano", conta Zalama.
Uma intensa atividade diplomática tentou evitar que os países fossem à guerra e ao mesmo tempo negociar uma solução.
Em meio às discussões, em setembro de 1493, Colombo partiu para sua segunda viagem, com a promessa de passar aos monarcas espanhóis informações que ajudassem as negociações. Em abril de 1494, ele enviou-lhes um mapa de suas descobertas. Sem saber se João 2º tinha concordado em abrir mão da divisão horizontal, ele adulterou o mapa, "levantando" a altitude de Hispaniola - a ilha que hoje é o Haiti e a República Dominicana, encontrada sem sua primeira viagem. Colocou-a diversos graus para o norte, no mesmo paralelo que as Canárias, para que isso resultasse em domínio espanhol sob os termos do Tratado de Alcáçovas-Toledo.
ó que quando o mapa chegou, Portugal já havia aceitado a partição vertical. Mais preocupado com a passagem para a África, João 2º apenas pediu que a linha imaginária fosse movida para mais de 1.500 km de Cabo Verde. Isso garantiria a Portugal as terras ao leste da linha, com o oeste ficando com a Espanha.
Como o mapa de Colombo não mostrava territórios no lado português, Isabela e Fernando concordaram com a exigência do monarca português.
Nenhum deles sabia, mas a nova linha cruzava parte do que hoje é o nordeste brasileiro. Em 1500, com a chegada de Pedro Álvares Cabral, Portugal incorporou o Brasil a suas posses, expandiu, ao longo dois séculos, sua presença territorial na região - que acabou sendo a única parte do continente em que se fala português.
Por incrível que pareça, a assinatura de um dos tratados mais importantes da história não transformou Tordesilhas em um destino famoso.
A cidade tem menos de 10 mil habitantes e costuma ser citada no noticiário muito mais por causa dos protestos de grupos de defesa dos direitos dos animais contra o Toro de la Vega, um festival anual em que um touro é perseguido pelas ruas por centenas de pessoas. Até 2016, o animal era morto, mas a prática foi proibida pelo governo regional.
A história de Tordesilhas não está apenas ligada ao tratado. Fundada em 1262, ela foi um importante bastião durante a Reconquista - o processo de retomada da Península Ibérica das forças muçulmanas.
A cidade também tem fama triste: seu mais famoso prédio, o Convento de Santa Clara, foi durante quase 50 anos uma prisão para Joana 1ª, filha de Isabella e Fernando, e que ascendeu ao trono com a morte da mãe, em 1504. Por ordem do próprio pai, e sob alegação de que estava insana, ela foi enclausurada em 1509 e lá ficou até morrer, em 1555, mesmo depois de seu filho, Carlos 1º, assumir o trono, em 1519.
Fonte: BBC

sexta-feira, 28 de julho de 2017

O QUE NOS DEFINE COMO HUMANOS? O QUE É HUMANIDADE?

HUMANO explora estas e outras questões de maneira muito delicada e, ao mesmo tempo, muito artística… O documentário é composto por entrevistas com pessoas de diversas partes do mundo, e expõe os vários aspectos daquilo que nos torna humanos. Trata-se de um daqueles documentários que não tem muito como fazer sinopse. O que dá para dizer com toda certeza é que você precisa ver! E, não só um episódio, você precisa ver os 3! Além da produção em si, o site do documentário também é bem legal com informações sobre bastidores, etc. Vale a pena dar uma conferida*! 
O filme é de 2015, foi dirigido por Yann Arthus-Bertrand e é dividido em 3 partes de 1h20 cada e está legendado, aliás a legenda está ótima, bem sincronizada.
Links para assistir online:
  • PARTE 1

  • PARTE 2

  • PARTE 3



domingo, 23 de julho de 2017

Brasil ratifica Convenção da Haia sobre a Cobrança Internacional de Alimentos para Crianças e Outros Membros da Família, bem como o Protocolo sobre a Lei Aplicável às Obrigações de Prestar Alimentos

Brazil Signs and Ratifies the 2007 Hague Child Support Convention and 2007 Hague Maintenance Protocol
On Monday 17 July 2017, Brazil signed and deposited the instruments of ratification of the Hague Convention of 23 November 2007 on the International Recovery of Child Support and Other Forms of Family Maintenance (2007 Child Support Convention) and the Hague Protocol of 23 November 2007 on the Law Applicable to Maintenance Obligations (2007 Maintenance Protocol). The Convention and the Protocol will enter into force for Brazil on 1 November 2017. Brazil becomes the 36th State to have ratified or acceded to the 2007 Child Support Convention, or which is bound by the Convention as a result of an approval by a Regional Economic Integration Organisation (REIO); in addition, the Convention is also in force of one REIO. Brazil also becomes the 29th State to have ratified or acceded to the 2007 Maintenance Protocol, or which is bound by this Protocol as a result of an approval by an REIO; in addition the Protocol is also in force of one REIO.
At the ceremony, which took place at the Ministry of Foreign Affairs of the Netherlands (i.e. the Depositary), Her Excellency Mrs Regina Maria Cordeiro Dunlop and First Secretary Mrs Fabiana Arazini Garcia Kanadoglu  represented the Embassy of Brazil. On behalf of the Depositary, Ms Coos ‘t Hoen, Head of the Treaties Division  and Mr Mark Groen, Senior Legal Officer, Treaties Division also attended the ceremony. Secretary General Mr Christophe Bernasconi represented the Permanent Bureau of the Hague Conference on Private International Law (HCCH).
Brazil has been a Member of HCCH since 2001, and is now a Contracting State to one Hague Protocol and six Hague Conventions, the other five being the Convention of 5 October 1961 Abolishing the Requirement of Legalisation for Foreign Public Documents, the Convention of 18 March 1970 on the Taking of Evidence Abroad in Civil or Commercial Matters, the Convention of 25 October 1980 on the Civil Aspects of International Child Abduction, the Convention of 25 October on International Access to Justice, and the Convention of 29 May 1993 on the Protection of Children and Co-operation in Respect of Intercountry Adoption.
Fonte: HCCH