Laudos das análises que justificam o embargo das carnes brasileiras, que ocorre desde 15 de junho, nunca chegaram às autoridades brasileiras
No documento, o governo solicita mais uma vez o fim do embargo aos três Estados. "Infelizmente, isso não foi suspenso. Mas os demais (Estados) continuam exportando normalmente", considerou o diretor. O Brasil quer também ter acesso aos laudos de análise mencionados pelos importadores. "Nos enviaram um e-mail explicando que haveria um anexo com 76 folhas, mas não sabemos se houve problema na transmissão do e-mail", relatou Oliveira. Segundo ele, apenas de posse das informações, o governo brasileiro poderá atender às possíveis novas demandas russas.
Além disso, a carta enviada pede aos russos que considerem a sugestão brasileira apresentada em reunião em Moscou, no dia 6 de julho. Pela proposta, o governo brasileiro cancelaria a lista atual de 240 plantas credenciadas e passaria a considerar 88 unidades aptas a exportar. Faz parte da sugestão também uma lista paralela de 37 estabelecimentos, que teriam alguns empecilhos no momento (como a falta de análises laboratoriais), mas que teriam essas pendências sanadas até o final de setembro, segundo o governo.
Ocorre que no dia 28 de julho o governo russo enviou uma mensagem ao Brasil dizendo que descredenciaria essas 37 unidades temporariamente, o que pegou o governo de surpresa, já que a sugestão de plano B levaria em conta o aval imediato das 88 unidades. "Eles cumpriram isso, mas de forma parcial, anunciando uma só das listas. Isso foi diferente das nossas expectativas", avaliou.
Exportação - Até que essa situação não esteja resolvida, o Brasil quer que os importadores passem a considerar a data de 2 de agosto para o embargo aos produtos desses 37 estabelecimentos, e não de 6 de julho, conforme divulgou a Rússia. Isso evitaria problemas com os produtos já remetidos ao exterior. O diretor garantiu, no entanto, que não há risco de se perder o volume exportado. "Isso já ocorreu em outros casos, inclusive com a própria Rússia. Quando não há risco de contaminação, normalmente são aceitos os argumentos, e também a carne", explicou.
No documento, o governo brasileiro pede ainda o início de um grupo de trabalho composto por técnicos dos dois países para que cheguem a um consenso sobre interpretações de questões sanitárias. "Estamos prontamente fornecendo todas as informações solicitadas pelos russos", disse o diretor.
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