A campanha foi lançada em 24 de abril, também conhecido como Dia da Revolução Fashion. Este é o dia que lembra o desabamento do prédio Rana Plaza em Bangladesh, em 2013, onde mais de mil trabalhadores morreram enquanto faziam roupas para marcas americanas em condições desumanas.
Fashion Revolution quer chamar atenção para as condições de trabalho das pessoas que fazem as roupas que grande parte do Ocidente usa. Além do site oficial da organização, você pode encontrar mais informações no Facebook, Twitter e Instagram.
Butão é famoso por uma política de 'Felicidade Interna Bruta'
Em uma visita a Thimpu, a capital do Butão, me encontro conversando com um homem chamado Karma Ura e abrindo meu coração para ele. Talvez seja o fato de ele ter o nome Karma, ou o ar rarefeito do lugar, ou a maneira como viajar derruba minhas defesas, mas decido confessar a ele algo muito pessoal.
Semanas antes, completamente do nada, eu tinha sentido uns sintomas estranhos: falta de ar, tontura, dormência nas mãos e nos pés. Primeiro, achei que estivesse sofrendo um ataque cardíaco ou enlouquecendo. Ou as duas coisas.
Fui ao médico, que pediu uma série de exames e encontrou..."Nada", disse Ura.
Antes mesmo de eu completar a frase, ele já sabia que meus medos não tinham fundamento. Eu não estava morrendo, pelo menos não tão rápido como temia. O que tive foi um ataque de pânico.
Religião budista apoia butaneses na aceitação de sentimentos negativos
O que eu queria saber era: por que agora – afinal, minha vida estava indo impressionantemente bem – e o que eu poderia fazer a respeito?
"Você precisa pensar na morte cinco minutos por dia", respondeu Ura. "Isso vai curá-lo".
"Como?", perguntei, estupefato.
"É esse medo da morte, esse medo de morrer antes de ter realizado o que desejamos ou de ver nossos filhos crescerem. É isso o que está incomodando você."
"Mas por que eu iria pensar em algo tão deprimente?"
"As pessoas ricas do Ocidente não tiveram que tocar em mortos, feridas abertas, coisas apodrecidas. Isso é um problema. Essa é a condição humana. Temos que estar prontos para o momento em que deixamos de existir", concluiu.
'Felicidade Interna Bruta'
Rituais e luto longo ajudam butaneses a lidar com a morte
Lugares, assim como as pessoas, têm a capacidade de nos surpreender, desde que estejamos abertos a surpresas e não presos a noções preconcebidas.
Este reino nos Himalaias é famoso por sua inovadora política de 'Felicidade Interna Bruta'. É uma terra onde a satisfação impera e a tristeza não ganha visto de entrada.
O Butão é de fato um lugar especial (e Ura, diretor do Centro de Estudos Butaneses, uma pessoa especial), mas esse aspecto é mais sutil e, francamente, menos ensolarado do que a imagem de um Shangri-La de sonhos que projetamos do país.
Na realidade, ao sugerir que eu pensasse sobre a morte uma vez por dia, Ura estava sendo generoso comigo. Na cultura butanesa, as pessoas devem pensar sobre a morte cinco vezes por dia.
É algo notável para qualquer nação, mas especialmente para uma tão igualada com a felicidade como o Butão.
Será que, no fundo, esta é uma terra de sombras e desespero?
Não necessariamente. Pesquisas recentes sugerem que, ao refletirem sobre a morte com tanta frequência, os butaneses podem estar enxergando algo que o resto de nós não percebe.
Eles sabem que a morte é parte da vida, querendo ou não, e ignorar essa verdade essencial tem um custo psicológico pesado.
Rituais e representações
Thimpu, a capital do Butão, fica cravada entre os Himalaias
Linda Leaming, autora do maravilhoso livro A Field Guide to Happiness - What I Learned in Bhutan About Living, Loving and Waking Up ("Um guia de campo para a felicidade - O que aprendi no Butão sobre viver, amar e acordar"), também sabe disso. "Percebi que pensar na morte não me entristece. Isso me faz aproveitar o momento e enxergar coisas que normalmente não veria", afirma. "Meu conselho é: vá até lá. Pense no inimaginável, naquilo que você tem medo de pensar várias vezes por dia."
Diferentemente da maioria de nós no Ocidente, os butaneses não isolam a morte. A morte e suas representações estão em toda parte, especialmente na iconografia budista, onde encontramos ilustrações coloridas e macabras.
Ninguém, nem mesmo as crianças, está protegido dessas imagens, ou de danças rituais que reencenam a morte.
Os rituais são um recipiente para as dores, e no Butão esse recipiente é grande e pertence a todos. Quando alguém morre, decreta-se um luto de 49 dias que envolve rituais elaborados e cuidadosamente planejados.
"É melhor do que qualquer antidepressivo", diz Tshewang Dendup, ator butanês. Eles podem parecer um pouco aéreos durante esse período, mas na realidade estão descarregando seu luto através dos rituais.
Mas por que os butaneses têm uma atitude tão diferente em relação à morte? Um motivo simples é o fato de ela estar em toda parte. Para um país tão pequeno, ele oferece muitas maneiras de morrer: nas traiçoeiras curvas das estradas; em um ataque por um urso; em um envenenamento por cogumelos.
Outra explicação está nas crenças budistas, sentidas profundamente no país, especialmente na reencarnação. Se você sabe que terá outra chance na vida, terá menos medo do fim desta vida.
Como dizem os budistas, você não deveria temer a morte mais do que teme se livrar de roupas velhas.
O que não quer dizer, claro, que os butaneses não sentem medo ou tristeza. Mas, como Leaming afirma, eles não fogem dessas emoções. "Nós do Ocidente queremos resolver logo quando estamos tristes. Temos medo da tristeza. É para nós algo a superar e a tratar com medicamentos. Mas no Butão existe uma aceitação. É parte da vida."
A lição de Ura, no entanto, ficou marcada em mim. Hoje consigo pensar na morte uma vez por dia. A não ser que esteja especialmente estressado. Aí penso nela duas vezes por dia.
*Eric Weiner é um viajante filosófico e autor de livros como A Geografia da Felicidade.
O valor da bolsa é de143.000 ienes mensaispara o primeiro ano, sujeito a uma pequena variação. Os outros benefícios cobrempassagem de ida e volta eisenção de taxas escolares. Além disso, para os bolsistas que ainda não têm o domínio da língua japonesa, será ministrado umcurso básico de japonêsnos seis primeiros meses.
As inscrições podem ser feitas até o dia29 de maio de 2015, através do envio da documentação exigida, que inclui aficha de inscrição devidamente preenchida. As inscrições podem ser feitas pessoalmente(noConsulado Geral do Japão) ou por meio doscorreios. Para inscrições via correio, o prazo limite vaiaté o dia 26 de maio. Confira nosite oficial a lista completa de documentos a serem enviados, bem como mais informações sobre o programa.
Entre os pré-requisitos, está a idade, quenão pode ultrapassar 34 anos de idade. Além disso, o candidato deve terdomínio na língua japonesa ou da língua inglesa. Para a data de embarque em abril, a duração do programa é de2 anos. Já no caso do embarque ser em outubro, o programa tem1 ano e 6 meses de duração.
Em entrevista a doutora em direito internacional, Maristela Basso, aponta a inconstitucionalidade dos acordos sem a aprovação do Congresso que fornecem empréstimos à outros países.
Quem gosta de ler, já estar familiarizado com as facilidades de um livro digital. Você baixa no seu aparelho, seja ele um notebook, tablet ou até mesmo smartphone, e pode acessar quando, onde e quantas vezes quiser. Dependendo do dispositivo, ainda dá para aumentar ou diminuir a letra, alterar a luminosidade, consultar palavras estranhas, pesquisar assuntos relacionados e tantas outras funcionalidades.
Pensando nisso foi criado o Arquivo Kronos, uma página para anexação de obras para download gratuito e divulgação de textos de humanidades. São milhares de livros digitais completos para baixar nos mais variados temas: filosofia, sociologia, psicologia, literatura, antropologia, marxismo, história, geografia, direito e muito mais.
Os livros são fontes riquíssimas de conhecimento, então, mesmo que você, a princípio, não se interesse muito pelo assunto, nunca será uma perda de tempo, mas sim um ganho para sua vida pessoal, profissional e acadêmica. Com a leitura, você poderá argumentar melhor, pensar diferente e consequentemente, escrever melhor também (redações à vista!).
Aqui são disponibilizadas 75 obras sobre clássicos da Filosofia, do século XVI ao XIX. Você vai encontrar livros digitaisgrátis de nomes como:
Moda e direito são os temas a serem debatidos no Fashion Law Brasil 2015, evento que ocorre no dia 8 de maio, das das 8h30 às 12h30, na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.
Profissionais de renome de ambos os campos estarão divididos em três paineis abordando, em espaço para perguntas e debates, assuntos que contemplam e interligam o universo fashion e do direito. Entre temas, estão “Nome versus Marca” e “Trabalho Escravo na Indústria da Moda”.
Jorge Pacheco, sócio da Thoreau Capital Partners e ex-diretor de operações da Daslu, Daniel Carneiro, diretor jurídico e corporativo da Inbrands e Joice Heidorn, coordenadora jurídica do Grupo AMC Têxtil, estão entre os palestrantes do dia. A lista completa pode ser vista no site do evento.
O Fashion Law Brasil 2015 é promovido pelo Fashion Business & Law Institute. O dia de debates é aberto ao público em geral, ao custo de R$ 150 (associados FBLI) e R$ 250 (não associados).
esmo sem se dar conta, você pode estar comprando inúmeros produtos que são produzidos graças a exploração e abuso de seres humanos. As pessoas são geralmente escravizadas em uma idade jovem e nunca sequer tem a oportunidade de provar ou experimentar os produtos que passam suas vidas todas fazendo para nós.
Segundo o Índice de Escravidão Global de 2013 da Fundação Walk Free, o Brasil está 94º lugar no ranking de países com maior prevalência da escravidão moderna. Os piores países são Mauritânia, Haiti, Índia e Nepal, enquanto na ponta oposta aparecem Islândia, Irlanda e Reino Unido. Esse ranking, no entanto, também leva em conta casamento infantil e tráfico de pessoas, além da escravidão. No que se trata de trabalho forçado, isoladamente, Índia e China são as campeãs.
Por aqui, existem 200 mil pessoas nessa situação inaceitável. O trabalho quase escravo se concentra nas indústrias madeireira, carvoeira, de mineração e de construção civil, e nas lavouras de cana, algodão e soja. Outros graves problemas do nosso país são o turismo sexual no Nordeste e a exploração da mão de obra de imigrantes bolivianos em oficinas de costura.