terça-feira, 3 de março de 2015

Juíza manda deportar Cesare Battisti

A Justiça Federal determinou, na quinta-feira, 26, que o ex-ativista italiano Cesare Battisti, condenado na Itália por assassinato, seja deportado. Em janeiro de 2009, governo brasileiro concedeu status de refugiado político ao italiano. Em seu último dia de mandato, Lula recusou o pedido da extradição feito pela Itália.
“No presente caso, trata-se, na verdade, de estrangeiro em situação irregular no Brasil, e que por ser criminoso condenado em seu país de origem por crime doloso, não tem o direito de aqui permanecer, e portanto, não faz jus à obtenção nem de visto nem de permanência. Ante o exposto, julgo procedente o pedido para declarar nulo o ato de concessão de permanência de Cesare Battisti no Brasil e determinar à União que implemente o procedimento de deportação aplicável ao caso”, afirma a juíza.
Cesare Battisti. Foto: Beto Barata/AE. 9-6-2011.Membro do grupo Proletários Armados para o Comunismo, Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por envolvimento em quatro assassinatos na década de 1970. A decisão da juíza federal Adverci Rates Mendes de Abreu, titular da 20ª Vara do Distrito Federal, foi tomada após ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal, no Distrito Federal. que questionava a concessão de visto a Battisti. A Justiça considerou que a concessão do visto é ilegal e concluiu que ele deve ser deportado.
“Não fomos intimados da decisão, ainda não tem prazo correndo. Nós entendemos que a sentença tenta modificar uma decisão do Supremo Tribunal Federal e do Presidente da República. Fora do que é o objeto próprio da ação, portanto vamos recorrer”, afirmou o advogado de Battisti, Igor Sant’Anna Tamasauskas. Também integra o núcleo de defesa de Battisti o advogado Pierpaolo Bottini. O recurso tem efeito suspensivo.
Segundo a juíza, ’os institutos da deportação e da extradição não se confundem, pois a deportação não implica em afronta à decisão do Presidente da República de não extradição, visto que não é necessária a entrega do estrangeiro ao seu país de nacionalidade, no caso a Itália, podendo ser para o país de procedência ou outro que consinta em recebê-lo’.
Na ação, o MPF menciona o instituto da deportação e destaca que este “se amolda perfeitamente à situação, vez que a permanência (de Battisti) no país é ilegal e sem possibilidade de regularização em razão de sua condenação por crimes dolosos passíveis de extradição” – conforme prevê o artigo 7.º, IV, da lei 6815/80. A Procuradoria observa que o ativista “entrou no Brasil de forma irregular”.
O MPF assinala que o Supremo Tribunal Federal entendeu que “os delitos cometidos por Battisti não se caracterizam como crimes políticos, competindo-lhe somente examinar a legalidade e a procedência do pedido, e ao Presidente da República, em ato político, decidir pela execução ou não da extradição”, observados os termos e os limites do Tratado que o Brasil e a Itália firmaram em 17 de outubro de 1989. A instituição destaca que o então presidente Lula, no último dia do seu governo (31 de dezembro de 2010), negou a extradição de Battisti ao Estado italiano, o que implicou em sua permanência no Brasil, “fazendo-se necessária por parte da União, uma desesperada tentativa de regularização jurídica da estada do estrangeiro no País, pois do ponto de vista migratório, o estrangeiro não possuía status de refugiado, não foi extraditado pelo Presidente da República e, ainda, reponde por crime de falso no Brasil”.
A Procuradoria sustenta que diante dessa circunstância, Battisti pleiteou perante o Conselho Nacional de Imigração, órgão vinculado do Ministério do Trabalho em Emprego, documento que atestasse a legalidade de sua permanência no Brasil, o que, com base em parecer da Advocacia Geral da União (AGU) culminou na concessão de autorização de permanência. O MPF aponta “a ilegalidade deste ato do Conselho Nacional de Imigração, que contrariou norma de observância obrigatória, qual seja, a lei 6.815/80, que estipula em seu artigo 7.º que não se concederá visto a estrangeiro condenado ou processado em outro país por crime doloso (o que foi expressamente reconhecido pelo STF), passível de extradição segundo a lei brasileira”.
“O pedido merece provimento”, decidiu a juíza federal Adverci Rates Mendes de Abreu. “De fato, ao julgar a extradição de Cesare Battisti, processo número 1085, de autoria do Governo italiano, o Supremo Tribunal Federal deferiu o pedido, porém, entendeu que caberia ao Presidente da República um juízo discricionário em executá-la, ou não, o que culminou com a concessão de permanência deste (Battisti) no país, não obstante estivesse em situação totalmente irregular.”
A juíza alerta que “o poder normativo das resoluções assim como dos decretos, na qualidade de normas de hierarquia inferior, não pode disciplinar matéria reservada à lei, ou seja, extrapolar os limites da reserva legal e, assim, não podem inovar no ordenamento jurídico, criando situações jurídicas não previstas em lei”.
A magistrada acolheu o argumento central do Ministério Público Federal no sentido de que “o ato do Conselho Nacional de Imigração (CNI) que concedeu a Cesare Battisti, visto de permanência definitiva no Brasil, contrariou norma de observância obrigatória, qual seja, a lei 6.815/80, que estipula em seu artigo 7º, que não se concederá visto a estrangeiro condenado ou processado em outro país por crime doloso (o que foi expressamente reconhecido pelo STF), passível de extradição segundo a lei brasileira”.
“Além de existir óbice legal à concessão de permanência do estrangeiro no Brasil – condenação em outro país por crime doloso passível de extradição segundo a lei brasileira -, a situação se amolda à hipótese de deportação, em face da situação irregular em que se encontra”, determinou a juíza federal.
Adverci Rates Mendes de Abreu observou, ainda. “Tem-se, assim, que a discussão sobre a natureza jurídica do ato que confere a permanência do estrangeiro no país não reabre a questão já decidida pela Suprema Corte, que conferiu tal discricionariedade ao Presidente da República, pois esta foi no sentido de não execução da extradição, ou seja, na não entrega de Cesare Battisti ao Governo italiano, enquanto que o que se busca com a presente demanda é a deportação. No presente caso, trata-se, na verdade, de estrangeiro em situação irregular no Brasil, e que por ser criminoso condenado em seu país de origem por crime doloso, não tem o direito de aqui permanecer, e portanto, não faz jus à obtenção nem de visto nem de permanência.”
Fonte: Estadão

Beca Presidente Néstor Kirchner 2015-2016

Desde el 1° de marzo al 25 de mayo se recibirán postulaciones de jóvenes comprometidos con el campo académico y el servicio público, interesados en realizar una experiencia de dos semanas en The New School, Nueva York.

La Beca PNK, que otorgó un total de 12 becas a jóvenes sudamericanos en las últimas cuatro ediciones, se amplía en esta oportunidad a todos los países de América Latina y el Caribe mediante el otorgamiento de cuatro becas.

Inspirada en el legado y los logros del ex-presidente Néstor Kirchner durante su gestión como mandatario de la República Argentina (2003-2007) y como primer Secretario General de la UNASUR (2010), la beca tiene un perfil innovador que busca impulsar a profesionales de variadas disciplinas, con experiencia tanto en el campo académico como en el servicio público. La convocatoria, que se realiza por quinto año consecutivo, es organizada conjuntamente por The New School University, Nueva York, a través de su Observatorio Latino Americano (OLA), y la Universidad Nacional de San Martín, provincia de Buenos Aires.

Los ganadores de la beca -uno de Argentina y tres de todos los países de América Latina y el Caribe- realizarán una estadía de dos semanas en The New School University, donde presentarán su trabajo ante estudiantes y profesores, se entrevistarán con académicos y representantes políticos y sociales, y brindarán una conferencia pública.

“Haber debatido las problemáticas propias frente a personas de diferentes países de la región y del mundo, permite valorizar correctamente tanto los logros de la región como sus problemas. Allí es dónde esta beca es diferente a las demás”, dice Juan Martín Graña (ganador de la edición 2014-2015), quien agrega que otro de los aportes distintivos de la beca consiste en conjugar lo académico con el compromiso político, permitiendo que las discusiones trasciendan las aulas y puedan convertirse en acciones.

Los aspirantes deben ser ciudadanos de América Latina y el Caribe; deben estar realizando un posgrado (maestría o doctorado) o haberlo completado; deben tener experiencia en el servicio público (organismos gubernamentales u ONG); y deben tener dominio del idioma inglés. Sus investigaciones se deben contextualizar en América Latina y El Caribe, abarcando alguna de las siguientes áreas: territorios, regiones, ciudades y medio ambiente para un desarrollo con inclusión social; medios de comunicación y democracia para un desarrollo con inclusión; políticas públicas para un desarrollo con inclusión y justicia social.
Se recibirán postulaciones entre el 1o de marzo y el 25 de mayo de 2015. 

La aplicación a la Beca se realiza on-line, ingresando a Beca Nestor Kirchner

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

CEPAL seleciona pós-graduandos para curso sobre economias latino-americanas

Programa acontece entre 20 de julho e 30 de setembro em Santigo do Chile. Prazo de inscrição é 15 de abril.
A Divisão de Produção e Gestão da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) da ONU recebe, até 15 de abril, candidaturas para a Escola de Verão sobre economias latino-americanas 2015. O resultado será anunciado em 15 de junho.
O programa é em tempo integral e será promovido de 20 de julho a 30 de setembro em Santiago do Chile. Os candidatos devem ser estudantes com graus avançados em Economia ou disciplinas relacionadas, ou que estejam realizando programas de mestrado ou doutorado nesses campos.
Os estudantes devem financiar sua estadia e seguro de saúde no Chile. A CEPAL dará apoio da equipe profissional e infraestrutura. As aulas são ministradas em espanhol e os alunos devem ter conhecimento de inglês.
Pela primeira vez em 2015, a Escola de Verão e o Institute for New Economic Thinking (INET) convocam os ex alunos do curso a apresentar, até 6 de abril, trabalhos para um seminário programado para los dias 28 y 29 de julio. O seminário – Keynes, Schumpeter e o estruturalismo latinoamericano – tem como objetivo estreitar os vínculos entre los alunos da Escola, que começou suas atividades em 2000.
Mais informações sobre a atividade e como se inscrever estão disponíveis neste link.
Fonte: ONU Brasil

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Conselho de Segurança adota resolução que reafirma compromisso com Iêmen

Foto: ONU/Mark Garten
Órgão estende mandato do Painel de Especialistas responsável por dar assistência ao Comitê de Sanções do país até março de 2016; objetivo é promover transição política.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas reafirmou nesta terça-feira seu forte compromisso com a unidade, soberania, independência e integridade territorial do Iêmen.
Sob os termos da resolução, adotada por unanimidade, o órgão decidiu estender o mandato do grupo de especialistas sobre o Iêmen, criado para supervisionar medidas de sanções empregadas contra indivíduos e entidades designadas como ameaça à paz, segurança ou estabilidade no país.
Diálogo
Os Estados-membros do Conselho expressaram preocupação com os atuais desafios políticos, econômicos, humanitários e de segurança enfrentados pelo Iêmen.
Mais uma vez, o órgão pediu ao envolvidos que resolvam suas diferenças através do diálogo e rejeitou atos de violência.
O enviado especial do secretário-geral, Ban Ki-moon, para o Iêmen, Jamal Benomar, continua a apoiar as negociações com todos os lados, incluindo os Houthis e grupos do sul.
O representante está tentando dar assistência aos iemenitas para retornarem ao processo de transição de acordo com o Acordo de Paz e Parceria Nacional e outros acordos de transição existentes endossados pelo Conselho de Segurança.
Fonte: Radio ONU

Inscrições para editais do Fundo Brasil de Direitos Humanos encerram dia 27

O Fundo Brasil de Direitos Humanos vai doar mais de R$ 1 milhão neste ano para apoiar projetos que tenham o objetivo de combater a violência institucional, a discriminação e o tráfico de pessoas. A doação será feita por meio de dois editais: “Combate à violência institucional e à discriminação”, que disponibilizará um total de até R$ 800 mil, sendo até R$ 40 mil por iniciativa; enquanto o edital “Enfrentamento ao tráfico de pessoas” deve conceder um total de R$ 360 mil, sendo até R$ 40 mil para cada projeto selecionado.
As propostas devem ser apresentadas por organizações ou indivíduos que atuam na defesa de direitos humanos em todo País. Serão priorizadas organizações da sociedade civil e defensores de direitos humanos que tenham poucos recursos e dificuldade de acesso a outras fontes.
O projeto “Fortalecer para superar preconceitos”, realizado pelo Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+), em Pernambuco, é um dos 247 apoiados de 2007 até 2014 em diversas regiões do Brasil. Foi selecionado no edital anual do ano passado e está em execução. De acordo com André Valeriano Almeida Guedes, do GTP+, as organizações que atuam na defesa e garantia de direitos de populações estigmatizadas encontram imensa dificuldade para acessar editais.
“Entendemos que sem o apoio do Fundo Brasil seria muito difícil trabalharmos com uma população de reeducandos (pessoas vivendo com HIV e Aids, gays, travestis e mulheres transexuais) nas unidades prisionais de Pernambuco, buscando minimizar as violações de direitos humanos”, diz André Guedes.
No ano passado, foram beneficiados 17 projetos desenvolvidos na Bahia, Ceará, Piauí, Pernambuco e Maranhão com diferentes temas.
As inscrições dos editais 2015 terminam no dia 27 de fevereiro. 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

ONU anuncia oportunidades de emprego para diversas áreas

Vagas para engenheiros, arquitetos, comunicadores, administradores, economistas, entre outras oportunidades
Uma boa notícia para os brasileiros que sempre sonharam em trabalhar para uma boa causa. Isso porque a Organização das Nações Unidas anunciou diversas oportunidades de emprego para diversas áreas de atuação.
Engenheiros, arquitetos, comunicadores, administradores, economistas, profissionais de ciências sociais, captação de recursos, relações públicas e saúde -- entre outros(as): diversas vagas abertas. 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Indonésia chama de volta ao país embaixador no Brasil

O governo da Indonésia protestou contra o gesto da presidente Dilma Rousseff, denão receber as credenciais do embaixador indonésio designado para o Brasil, Toto Riyanto, em cerimônia realizada na manhã desta sexta-feira (20) no Palácio do Planalto. Além de publicar uma nota de repúdio em seu site oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Indonésia convocou o embaixador brasileiro em Jacarta para "transmitir os termos mais fortes possíveis de protesto para o ato hostil do governo do Brasil" e também chamou Riyanto de volta ao país.
"A maneira pela qual o ministro das Relações Exteriores do Brasil, de repente, informou o adiamento da apresentação de credenciais pelo embaixador da Indonésia designado para o Brasil, quando o embaixador já estava no palácio, é inaceitável para a Indonésia", informou o ministério indonésio, acrescentando que Riyanto havia sido convidado formalmente para apresentar suas credenciais na cerimônia.
O embaixador brasileiro em Jacarta, Paulo Soares, foi convocado pelo ministério indonésio às 22h (13h em Brasília) para uma conversa dura, na qual foi demonstrada toda a insatisfação do governo da Indonésia com o constrangimento vivenciado por seu representante no Brasil. Soares também recebeu uma nota oficial de protesto.
"Como um Estado democrático soberano, com seu próprio soberano, sistema de Justiça independente e imparcial, nenhum país estrangeiro, nem partido, pode e deve interferir na implementação das leis vigentes da Indonésia dentro de sua jurisdição, inclusive na aplicação de leis para lidar com o tráfico de drogas", ressaltou o governo indonésio por meio de nota.
Segundo o ministério da Indonésia, o embaixador Toto Riyanto, chamado de volta para Jacarta, voltará ao Brasil somente quando o governo brasileiro confirmar uma nova data para a apresentação de suas credenciais.
As relações entre os dois países se deterioraram depois da execução de Marco Archer, condenado à pena de morte por tráfico de drogas, fuzilado em 17 de janeiro. Atualmente, outro brasileiro, Rodrigo Gularte, também condenado à morte pelo mesmo crime, aguarda no corredor da morte.