quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Você sabe o que é o bolivarianismo?

Após ser apropriado pelo ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, o termo originado do sobrenome do libertador Simón Bolívar aterrissou no debate político brasileiro. São frequentes as acusações de políticos de oposição e da mídia contra o governo federal petista. Lula e Dilma estariam "transformando o Brasil em uma Venezuela". Mas o que é o tal bolivarianismo de que tanto falam? É um palavrão? O Brasil é uma Venezuela? Bolivarismo é sinônimo de ditadura comunista? Antes de sair por aí repetindo definições equivocadas, leia as respostas abaixo: 
O que é bolivarianismo?
O termo provém do nome do general venezuelano do século 19 Simón Bolívar, que liderou os movimentos de independência da Venezuela, da Colômbia, do Equador, do Peru e da Bolívia. Convencionou-se, no entanto, chamar de bolivarianos os governos de esquerda na América Latina que questionam o neoliberalismo e o Consenso de Washington (doutrina macroeconômica ditada por economistas do FMI e do Banco Mundial).
dilma maduro
Em encontro de maio de 2013, Dilma recebe quadro do ex-presidente
Hugo Chávez do atual presidente venezuelano, Nicolás Maduro
Bolivarianismo e ditadura comunista são a mesma coisa?
Não. Mesmo considerando a interpretação que Chávez deu ao termo, o que convencionou-se chamar bolivarianismo está muito longe de ser uma ditadura comunista. As realidades de países que se dizem bolivarianos, como Venezuela, Bolívia e Equador, são bem diferentes da Rússia sob o comando de Stalin ou mesmo da Romênia sob o regime de Nicolau Ceausescu. Neles, os meios de produção estavam nas mãos do Estado, não havia liberdade política ou pluralidade partidária e era inaceitável pensar diferentemente da ideologia dominante do governo. Aqueles que o faziam eram punidos ou exilados, como os que eram enviados para o gulag soviético, campo de trabalho forçado símbolo da repressão ditatorial da Rússia. Na Venezuela, por exemplo, nada disso acontece. A oposição tem figuras conhecidas como Henrique Capriles, Leopoldo López e Maria Corina Machado. Cenário semelhante ocorre na Bolívia, no Equador e também no Brasil, onde há total liberdade de expressão, de imprensa e de oposição ao governo.
Foi Chávez quem inventou o bolivarianismo?
Não. O que o então presidente venezuelano Hugo Chávez fez foi declarar seu país uma "república bolivariana". A mesma retórica foi utilizada pelos presidentes Rafael Correa (Equador) e Evo Morales (Bolívia). A associação entre bolivarianismo e socialismo, no entanto, é questionável segundo a própria biógrafa de Bolívar, a jornalista peruana Marie Arana, editora literária do jornal americano The Washington Post. De acordo com ela, esse “bolivarianismo” instituído por Chávez na Venezuela foi inspirado nos ideais de Bolívar, tais como o combate a injustiças e a defesa do esclarecimento popular e da liberdade. Mas, segundo a biógrafa, a apropriação de seu nome por Chávez e outros mandatários latinos é inapropriada e errada historicamente: “Ele não era socialista de forma alguma. Em certos momentos, foi um ditador de direita”.
O que se tornou o bolivarianismo na Venezuela?
Quando assumiu a Presidência da República em 1999, Chávez declarou-se seguidor das ideias de Bolívar. Em seu governo uma assembleia alterou a Constituição da Venezuela de 1961 para a chamada Constituição Bolivariana de 1999. O nome do país também mudou: era Estado Venezuelano e tornou-se República Bolivariana da Venezuela. Foram criadas ainda instituições de ensino com o adjetivo, como as escolas bolivarianas e a Universidade Bolivariana da Venezuela.
Mas esse regime que Chávez chamava de bolivarianismo era comunista?
Não, apesar de o ex-presidente venezuelano ter usado o termo "Revolução Bolivariana" para referir-se ao seu governo. A ideia era promover mudanças políticas, econômicas e sociais como a universalização à educação e à saúde, além de medidas de caráter econômico, como a nacionalização de indústrias ou serviços. Chávez falava em "socialismo do século XXI", mas o governo venezuelano continua permitindo a entrada de capital estrangeiro no País, assim como a parceria com empresas privadas nacionais e estrangeiras. Empreiteiras brasileiras, chinesas e bielo-russas, por exemplo, constroem moradias para o maior programa habitacional do país, o Gran Misión Vivienda Venezuela, inspirado no brasileiro Minha Casa Minha Vida.
O Brasil "virou uma Venezuela"?
Esta afirmação não faz sentido. O Brasil é parceiro econômico e estratégico da Venezuela, mas as diretrizes do governo Dilma e do governo de Nicolás Maduro são bastante distintas, tanto na retórica quanto na prática.
Os conselhos populares são bolivarianos?
Não, e aqui o engano vai além do uso equivocado do adjetivo. Parte da Política Nacional de Participação Social, os conselhos populares seriam a base de um complexo sistema de participação social, com a finalidade de aprofundar o debate sobre políticas públicas com representantes da sociedade civil. Ao contrário do alegado por opositores, os conselhos de participação popular não são uma afronta à democracia representativa. Conforme observou o ex-ministro e fundador do PSDB Luiz Carlos Bresser-Pereira, os conselhos estabeleceriam “um mecanismo mais formal por meio do qual o governo poderá ouvir melhor as demandas e propostas [da população]”.

10 COISAS QUE VOCÊ PRECISA FAZER DURANTE O CURSO DE RI

1. O tempo é curto para aprimorar a língua estrangeira
Quanto mais línguas você souber, melhor. Invista o seu tempo no aprendizado de novas línguas estrangeiras. Inglês e espanhol são fundamentais para qualquer internacionalista. Para seu currículo se tornar competitivo, é necessário que você já saia da graduação falando elas fluentemente. As línguas estrangeiras adicionais devem ser estudadas de acordo com o seu objetivo profissional, seja, por exemplo, o francês (pela diplomacia) ou chinês (para o comércio exterior e internacional).
2. Experiência internacional é importante (mas não essencial) para o desenvolvimento do currículo
Ter experiência de vida fora do país é importante para o desenvolvimento de habilidades pessoais e profissionais que são necessárias para a sua carreira. Visão de mundo, resolução de problemas, flexibilidade cultural e atuação sob pressão são algumas das características comportamentais que se aprimoram com o intercâmbio. Contudo, aproveite sua viagem para ampliar seu currículo, ao participar de eventos internacionais, missões acadêmicas e, quem sabe, conseguir um estágio em um organismo internacional, think tank ou se voluntariar em algum país africano ou asiático (via ONU, AIESEC, dentre outras).
3. A sala de aula é importante, mas não se pode focar exclusivamente na aula (extracurricularidade)
Você acha que ser o melhor da turma vai te destacar no mercado de trabalho? Se você pretende ser professor ou acadêmico em Relações Internacionais a resposta é sim, mas não suficiente. Mesmo que você pretenda seguir a carreira acadêmica, é hora de investir em apresentar trabalhos em congressos, fazer iniciação científica e escrever artigos para revistas. Se o seu negócio é o mercado privado ou mesmo o terceiro setor, é hora de começar a se mexer e correr atrás de estágios, cursos de aprimoramento, participar de eventos e se voluntariar. Ser um bom aluno em sala de aula é importante (e lembre-se que os professores também indicam alunos), mas não suficiente.
 4. A pressão dos seus pais por um emprego não podem te atrapalhar no teu desenvolvimento acadêmico e descoberta profissional
Sem dúvidas você sofre aquela pressãozinha que já é maior de idade e ainda está participando da População Economicamente Ativa (PEA). Explique pros seus pais que se eles querem que você tenha sucesso no mercado de trabalho, seu currículo precisa ser altamente competitivo, o que demandará muito esforço seu (tempo e dedicação) e muito investimento deles (mãe e “paitrocínio”). Convença-os que devem investir em você, mas, também, faça por merecer!
 5. A atividade voluntária é importante para seu CV mas também pro desenvolvimento humano
Dedicar-se ao outro é um grande exercício de humanidade. Quer mudar o mundo? Comece ajudando quem está do seu lado e precisa de ajuda, seja assistencialista, fraterna ou educacional. Use seus conhecimentos (em línguas, em cidadania, em práticas jurídicas e comerciais) para beneficiar os que mais precisam. Afinal de contas, de acordo com Joseph Joubert, “ensinar é aprender duas vezes”. Vale ressaltar que o voluntariado é a melhor maneira de se familiarizar com o ambiente de terceiro setor e o primeiro passo para uma futura contratação. Para quem quer o mercado privado, trabalhos voluntários também serão vistos com atenção pelos selecionadores, sobretudo se você conseguir demonstrar sua liderança, habilidades de negociação e desenvolvimento de ideias através de sua “intervenção humanitária”.
6. Nem tudo o que se lê/vê pode ser interpretado ao pé da letra. Crítica é importante
Uma habilidade essencial para o internacionalista é o senso crítico. Uma boa análise do cenário internacional deve ser acompanhada de um alto poder de crítica, seja na leitura de uma matéria de jornal, de um artigo científico, seja na análise de um discurso, de uma entrevista, de uma foto ou post no Facebook. Sem senso crítico, você será um mero reprodutor de opiniões diversas.
7. Saber liderar, trabalhar em equipe, negociar e falar em público são habilidades fundamentais a serem desenvolvidas
É tímido(a)? Tem dificuldade em trabalhar com outras pessoas num mesmo projeto? Tem insegurança para liderar um projeto? Eis a hora de buscar ferramentas para vencer a timidez, desenvolver seu espírito de liderança e aprender a trabalhar em equipe. Mesmo que hoje em dia já haja no mercado cursos específicos para trabalhar estas habilidades, o melhor é aprender na prática. Participar de empresas júnior e centros acadêmico, além da organização de eventos, são altamente importantes nesta etapa.
8. Diversifique sua vivência de estágio para definir seu objetivo profissional
Sim, o mercado de RI é altamente amplo. Às vezes fica difícil definir desde o começo do curso a carreira específica que você quer seguir na vida. Por isso, busque diversificar sua aprendizagem profissional nos estágios. Esteja aberto às oportunidades mas, caso não curta a área em que está estagiando ou não vislumbre na empresa um futuro profissional, melhor já procurar outra experiência e pular de galho em galho até encontrar a área que mais condiz com seus interesses e valores pessoais.
9. Aprimore seus conhecimentos em ciências exatas
Você fez RI para fugir da aritmética, álgebra e lógica? Pois é bom saber que se não fortalecer seus conhecimentos em matemática, estatística, raciocínio lógico, angariados durante o Ensino Médio, pode ficar para traz no mercado de trabalho. Seja em qualquer setor no mercado de trabalho que você se insira, saber fazer uma boa planilha do Excel é essencial para se desenvolver. Além disso, caso queira participar de processo seletivo de trainee, certamente terá que passar por uma prova de raciocínio lógico. Se deixar estes conhecimentos de lado, será facilmente eliminado.
10. O Brasil é um polo de atenção internacional. Conheça-o tão bem domesticamente quando externamente (conheça o país e também sua cidade, incluindo pessoas)
O Brasil ainda continua atraindo o holofote internacional. Não é à toa que a mídia internacional continua fazendo do nosso país a capa de suas edições. Se você quer, através de seu trabalho, ser “embaixador” do Brasil, você precisa conhecê-lo bem.  Aproveite seus tempos de faculdade para conhecer todas as regiões do Brasil e ter detalhes de nossa cultura, religiões, sotaques e diversidade. Conhecer bem o país como um todo fará com que você evite passar por vexames lá fora.

Você sabia que existe uma passagem volta ao mundo?

É isso mesmo que você entendeu. A passagem volta ao mundo permite que você faça a volta no globo com um único bilhete, fazendo várias paradas pelo caminho. Pra quem sempre sonhou em fazer uma volta ao mundo ela pode ser uma boa solução e sai bem mais em conta do que você imagina.
Divulgação
O que é a passagem?

A passagem é chamada de RTW (Round the World) e pode ser composta por 16 trechos, saindo e retornando ao mesmo ponto, fazendo a volta completa do globo. Atualmente existem 3 alianças que oferecem esse tipo de passagem e é claro que algumas regras devem ser seguidas.
Conheça as principais regras:
  • O viajante precisa fazer a volta no globo em um único sentido
  • A viagem deve durar de 10 dias a 1 ano
  • O número de trecho voados deve ser entre 3 e 16
  • Existe um número limite de trechos a serem voados em cada zona territorial da aliança
  • Você pode desembarcar em um país e embarcar em um país diferente no próximo vôo. Isso se chama deslocamento terrestre, mas conta como trecho ou milha voados
  • Voos com conexão também contam como trecho voado ou para contagem de milhas
  • É possível alterar a data dos vôos sem nenhuma taxa
  • É possível alterar trechos da passagem conforme taxas estipulada pela aliança
Quanto custa?
É claro que isso vai depender muito do seu roteiro, do número de trechos e da aliança aérea pesquisada. Se o seu roteiro passa por aeroportos mais populares ou se ele usar poucos trechos, vai sair mais em conta. É possível encontrar uma passagem RTW de 16 trechos por 5 mil dólares (=12.800 reais). Parece caro? Se você considerar que que um vôo de ida e volta para a Tailândia custa cerca de 4 mil reais já não parece tão caro assim. Se você dividir esse custo da RTW por 16 trechos, cada trecho custaria 800 reais.
ONDE PESQUISAR?
Atualmente 3 alianças aéreas oferecem essa passagem: One World, Star Alliance e Sky Team. No site dessas empresas é possível fazer simulações das passagens de volta ao mundo.
Para saber mais detalhes sobre essa passagem clique aqui.
O Projeto ViraVolta é um site especializado em viagens de longo prazo e passa todas as dicas para quem deseja realizar o sonho de viajar o mundo. Se você tem medo ou acha impossível, não desanime. Conheça as nossas dicas e quem sabe podemos te inspirar.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Turistas podem pagar multa ao tirar fotos da Torre Eiffel à noite e postar imagens nas redes sociais

Registro noturno é proibido por lei por questões de direitos autorais


É um clique inevitável: qualquer turista que se preze em Paris faz fotos da Torre Eiffel. Mas é bom tomar cuidado se o registro for feito à noite sob o risco de ter que pagar multa. É que uma lei diz que fotos noturnas da torre estão sujeitas à pagamento de direitos autorais ao artista responsável por posicionar os canhões de luz sobre a edificação.
A Torre iluminada Foto: JACKY NAEGELEN / Reuters
A Torre iluminada
JACKY NAEGELEN / REUTERS
A iluminação é tecnicamente considerada uma obra de arte, então qualquer 'reprodução' requer a permissão do artista. Isso também significa que é ilegal compartilhar essas imagens nas redes sociais. Em seu site, a Torre Eiffel confirma que usos de fotografias estão sujeitas a certas restrições.
As fotos feitas durante o dia estão livres de questionamento já a torre foi construída em 1889, ou seja, já caiu em domínio público.
As diretrizes da União Europeia, de 2001, indicam que fotografias de obras arquitetônicas em espaços públicos podem ser tiradas de forma gratuita, mas a cláusula é opcional, segundo informou o tabloide britânico "Daily Mail". Países como Itália, Bélgica e França, por exemplo, optaram por não seguir essa indicação.
Muitos edifícios em toda a Europa estão protegidos por copyright. Turistas devem pedir permissão do detentor dos direitos autorais para compartilhar suas fotos em sítios públicos.
Na Romênia, Bulgária e Eslovênia, por exemplo, pode-se tirar fotos de edifícios públicos, desde que as imagens não sejam vendidas.
Enquanto isso, no Reino Unido, Holanda e Alemanha, os turistas têm a liberdade de tirar e compartilhar fotos de prédios públicos por qualquer motivo.

Fonte: O Globo

Brasil barra entrada de homem considerado 'professor de pegação'

Julien Blanc, que tem palestras agendadas no Rio e Florianópolis, é conhecido por ensinar 'técnicas' para 'pegar' mulheres

O governo brasileiro decidiu barrar a entrada de Julien Blanc, conhecido como "professor de pegação". Uma circular interna do Itamaraty informou embaixadas e postos consulares, além da Polícia Federal, que qualquer pedido de visto de Blanc deve ser negado. 
Blanc, que está com palestras agendadas no Rio e em Florianópolis, em janeiro de 2105, é conhecido por ensinar "técnicas" para "pegar" mulheres. [...] 
A determinação do Itamaraty é para que seja negado o visto de negócios, necessário caso Blanc queira realmente fazer palestras no País. Se pedir um visto de turista ou, se já tiver um e entrar como turista para realizar atividade remunerada, o americano cometerá um ilegalidade e pode ser expulso do Brasil. 
Até agora, no entanto, o Itamaraty informa que não foi feita nenhuma consulta e nenhum pedido de visto em nome de Blanc.
Fonte: Estadão

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

40% de todos os conflitos internos dos últimos 60 anos estão associados a recursos naturais

De acordo com o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), pelo menos 40% de todos os conflitos internos nos últimos 60 anos estão associados ao aproveitamento dos recursos naturais, sejam de alto valor como madeira, diamantes, ouro e petróleo, ou os escassos, como a terra fértil e água.
Na Somália, por exemplo, estima-se que o comércio ilegal de carvão vegetal representa um faturamento anual de até 384 milhões dólares para os insurgentes e grupos terroristas. Além disso, os conflitos envolvendo recursos naturais possuem maior possibilidade de recair na violência.
“Os conflitos armados estão se tornando cada vez mais complexos e exigem soluções que abordem a raiz das causas”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua mensagem ao Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio Ambiente em Tempos de Guerra e Conflito Armado, nesta quinta-feira (6).
O Dia foi criado pela Assembleia Geral da ONU em 2001 para destacar a frágil relação entre os conflitos globais e regionais com o meio ambiente.
Para o chefe da ONU, questões relacionadas à pobreza, à vulnerabilidade, aos choques climáticos, à marginalização étnica e à gestão transparente, sustentável e equitativa dos recursos naturais devem ser consideradas dentro e além dos acordos de paz para que possam ser construídas sociedades mais resilientes e prósperas.
Ele pediu à comunidade internacional para reafirmar seu compromisso com a proteção do meio ambiente para prevenir os recursos naturais contra os efeitos da guerra e dos conflitos futuros, especialmente as nações que já começaram a contribuir com a próxima agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015.
“Vamos desenvolver soluções que envolvam significativamente as comunidades locais e construir um conhecimento coletivo para trazer o avanço da boa gestão do meio ambiente como parte integrante da construção da paz e do desenvolvimento sustentável”, concluiu.
Fonte: ONU Brasil
Publicado no Portal EcoDebate, 10/11/2014

domingo, 2 de novembro de 2014

UE aciona OMC contra incentivos industriais do Brasil

A União Europeia acaba de abrir o maior contencioso comercial contra o Brasil dos últimos dez anos, iniciando um embate que poderá obrigar o país a rever toda a sua política industrial.
Autoindústria: fábrica da General Motors (GM) em São Caetano do Sul
Indústria: se perder, o Brasil terá de rever,
por exemplo, sua política de redução do IPI
para veículos
Nesta sexta-feira (31/10/2014), Bruxelas acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para que julgue o sistema de incentivos fiscais dados pelo Brasil nos setores de automóveis, telecomunicações e até fertilizantes.
Se perder a disputa, o Brasil terá de rever, por exemplo, sua política de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos.
A União Europeia há mais de um ano vinha criticando a política industrial brasileira e acusando o sistema de ser "ilegal", por entender que é uma forma de subsídio e um protecionismo à indústria local.
Trata-se do maior questionamento sobre as regras de investimento do setor produtivo brasileiro e sobre a base da política industrial do governo da presidente Dilma Rousseff.
Estados Unidos e Japão também podem entrar na disputa apoiando os europeus.

A União Europeia aguardava uma definição das eleições para tomar a decisão.

Fonte: Exame