segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Segurança dos tribunais superiores tem mais homens que o patrulhamento das fronteiras do país


A mais alta esfera do Poder Judiciário, representada por cinco tribunais superiores, tem em Brasília mais seguranças e vigilantes que a Polícia Federal consegue manter nas fronteiras do país. Nos 15,7 mil quilômetros limítrofes, a PF tenta combater a passagem de armas e drogas, além de frear o contrabando, com um grupo que varia entre 900 e mil agentes. Nos tribunais, um batalhão de 1.211 vigilantes e seguranças cumpre uma missão bem menos engenhosa: garantir a proteção de 93 ministros e o controle do entra-e-sai nos prédios do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Superior Tribunal Militar (STM).
A elite do Judiciário ainda conta com um batalhão de 386 recepcionistas, 287 motoristas e 271 copeiros e garçons. Há também casos peculiares, como os 14 lavadores de carros do STJ e o grupo de cinco contratados para limpar as áreas envidraçadas do TST. Em quase 100% dos casos, são contratos de terceirização firmados com empresas especializadas em destinar pessoal à administração pública no Distrito Federal. Grupos que acumulam lucros para cada funcionário cedido. E, de acordo com um alto servidor do Judiciário, servem de catapulta para que parentes de servidores ou amigos de operadores do Direito abocanhem uma vaga junto ao poder.
São 13,2 guardas para cada um dos brasileiros que alcançaram o topo da pirâmide da magistratura. Quadro avesso ao do Fórum de São Gonçalo, onde trabalhava a juíza Patrícia Aciolly, executada com 21 tiros sem que ao menos um guarda estivesse ao seu lado. Número que supera até mesmo a tropa de 969 vigilantes contratados para cuidar do cofre do Tesouro: as nove diretorias e a sede do Banco Central na capital federal.

Europa: uma visão diferente

Nada melhor que uma pequena sátira para ajudar a ultrapassar a crise!
A Europa...
.... que os países do latino americanos vêem:


... segundo os EUA:


... para os italianos:



... para os franceses:



Veja outros mapas!

domingo, 9 de outubro de 2011

"Dez anos, cem casos", por Antonio de Aguiar Patriota

Ao longo dos últimos 17 anos, o conjunto de regras administrado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) tornou-se referência necessária na formulação e implementação das políticas comerciais de seus membros. Esse arcabouço complexo, contido no Acordo de Marrakesh e nos demais acordos resultantes da Rodada Uruguai do antigo Gatt, delimita hoje o campo do jogo comercial em áreas tão díspares como agricultura e medidas antidumping, subsídios e propriedade intelectual, serviços e regras de origem. Naturalmente, tais regras foram negociadas para serem cumpridas: ao aderir à OMC, todos os membros se comprometem com esse patrimônio jurídico-institucional, nos limites do qual se obrigam a delinear suas prioridades e a estabelecer seus modelos de desenvolvimento econômico.
Muito embora os membros da OMC tenham plena consciência da necessidade de observar as regras multilaterais de comércio, não se pode descartar a possibilidade de essas normas virem a ser descumpridas. Para fazer frente às alegações de violação das regras que integram seu acervo normativo, a OMC dotou-se de um sistema de solução de controvérsias sofisticado, apto a decidir, com base em dispositivos jurídicos, conflitos entre os membros da organização e, quando cabível, autorizar retaliações pelo descumprimento de suas decisões.
Um observador atento dos passos trilhados pelo Brasil no sistema multilateral de comércio saberá que o País percebeu muito cedo o alcance e a relevância do mecanismo de solução de controvérsias que surgia em 1995. Não surpreende, pois, que o Brasil tenha figurado como demandante, ao lado da Venezuela, no primeiro contencioso da OMC (EUA-gasolina), igualmente o primeiro caso sobre a difícil relação entre comércio e meio ambiente e a primeira disputa a ser submetida ao Órgão de Apelação da OMC. Como viria a ocorrer tantas outras vezes depois, o Brasil venceu o seu contencioso inaugural.
As diferenças entre Brasil e Canadá sobre subsídios concedidos de parte a parte à indústria aeronáutica - que opuseram os dois países por longos anos em controvérsias paralelas na OMC - evidenciaram a importância de o Itamaraty, no exercício permanente de sua função de defesa dos interesses do Estado brasileiro no exterior, dotar-se da qualificação requerida para enfrentar desafios dessa ordem. Em outubro de 2001, há dez anos, portanto, o governo brasileiro passou a contar com uma unidade institucional especialmente incumbida da condução das disputas iniciadas pelo Brasil ou contra o Brasil na OMC. A inserção da Coordenação-Geral de Contenciosos (CGC) na estrutura organizacional do Ministério das Relações Exteriores foi uma medida administrativa extremamente bem-sucedida, estimuladora da formação de uma equipe de diplomatas com alta especialização em disputas comerciais, cujo trabalho já rendeu ao País benefícios importantes nos campos econômico, político e ambiental.
Desde a criação da CGC, o Brasil - num verdadeiro salto qualitativo na defesa dos interesses do País na OMC - tornou-se paulatinamente o país em desenvolvimento que mais se utilizou do mecanismo de solução de controvérsias e o quarto entre todos os membros da organização, atrás apenas de EUA, União Europeia (UE) e Canadá. O impressionante número de 104 participações em contenciosos em pouco mais de 15 anos de OMC inclui 25 casos como demandante, 14 na condição de demandado e 65 como terceira parte interessada.
Alguns dos casos vencidos pelo Brasil se tornaram emblemáticos pelo grande impacto que exerceram sobre o comércio internacional, a exemplo dos dois contenciosos, iniciados no mesmo dia de 2002, contra os subsídios dos EUA ao algodão e da UE ao açúcar. Ao questionar a legalidade da ajuda estatal à agricultura norte-americana e europeia, naqueles casos o Brasil conseguiu, além de ganhos concretos para os setores econômicos brasileiros prejudicados, costurar importante coalizão de interesses comuns no âmbito do chamado G-20 Agrícola, coordenado pelo Brasil. Em relação ao algodão, os EUA vêm pagando há mais de um ano a maior compensação financeira da história da OMC, US$ 147 milhões/ano, ao Instituto Brasileiro do Algodão.Entre os mais destacados contenciosos vencidos pelo Brasil na OMC, merece menção o questionamento pela UE da proibição brasileira de importação de pneus usados e reformados. Nessa disputa, cuja defesa mobilizou a sociedade civil e grande número de atores estatais, o País conseguiu fazer prevalecer na OMC princípio ambiental ante interesses puramente comerciais, evitando assim tornar-se o depósito final de toneladas de resíduo de borracha vulcanizada produzida e utilizada em países desenvolvidos. Ao apresentar perante o Supremo Tribunal Federal medida judicial bem-sucedida destinada a impedir a importação desses resíduos, o governo brasileiro demonstrou não só seu comprometimento com os princípios constitucionais relativos à proteção do meio ambiente e da saúde humana, mas igualmente com o cumprimento das decisões emanadas do sistema multilateral de comércio.
O recurso ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC teve o efeito positivo de tornar mais conhecidas, interna e externamente, as ações do Ministério das Relações Exteriores na defesa dos interesses econômico-comerciais brasileiros. Ao captar a atenção da mídia nacional e internacional, a atuação do Brasil no mecanismo de solução de controvérsias da OMC tornou o Itamaraty mais próximo, sob um novo ângulo, do setor privado e da sociedade civil em geral. Nas palavras do filósofo do Direito Ronald Dworkin, o Direito é "espada, escudo e ameaça". Na esteira da bem-sucedida trajetória brasileira no mecanismo de solução de controvérsias da OMC, o Itamaraty continuará a valer-se, nesse importante foro equilibrador das forças de poder, e sempre em prol de interesses brasileiros, cada vez mais numerosos e diversificados, dos valiosos instrumentos que lhe oferece o Direito.

Fonte: Itamaraty

sábado, 8 de outubro de 2011

Entrada da Rússia na OMC está ameaçada por veto da Geórgia


As conversações entre os rivais Geórgia e Rússia sobre a tentativa de Moscou de adesão à Organização Mundial do Comércio (OMC) terminaram sem acordo no sábado. A Geórgia disse que iria bloquear a entrada da Rússia, a menos que Moscou mudasse sua posição.


O fracasso em resolver a disputa iniciada na guerra de 2008 entre os vizinhos ex-soviéticos mina as chances da Rússia de aderir à OMC neste ano, uma meta estabelecida por Moscou e pelos Estados Unidos, e pode piorar as relações da Rússia com o Ocidente.


"As negociações acabaram e podemos dizer que entraram em colapso, terminaram sem qualquer resultado," disse o vice-chanceler georgiano Sergi Kapanadze, chefe da delegação de seu país nas negociações na Suíça, em entrevista à Reuters por telefone.


Como a OMC, um grupo de comércio de 153 países, toma decisões por consenso, a Geórgia - um país pró-Ocidente, aspirante a integrar a Otan - tem um poder de veto efetivo sobre a adesão da Rússia.


Kapanadze disse que o ponto de discórdia foi a recusa da Rússia em abrir acesso para a Geórgia a informações sobre o comércio nas regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e da Abkhazia, que Moscou reconhece como nações independentes desde a guerra de cinco dias.


"A Geórgia não pode dar o seu consentimento à entrada da Rússia na OMC até que a Rússia mude sua posição sobre o comércio dentro dos territórios ocupados," Kapanadze disse, referindo-se às duas regiões, onde a Rússia mantém forças militares consideráveis.
Kapanadze disse que as conversações foram a última rodada marcada "e não vemos qualquer sentido em negociar apenas por negociar." Mas uma fonte russa a par das negociações disse que havia um acordo para retomar as conversas em 17 de outubro.


A Rússia é, de longe, a maior economia fora da OMC e tem buscado a adesão à entidade há 18 anos.


A Geórgia suspendeu as conversações da OMC com a Rússia em abril de 2008, depois que o Kremlin ordenou o levantamento das sanções econômicas contra a Abkhazia e Ossétia do Sul em preparação para a guerra em agosto daquele ano.
Fonte: Reuters

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

"Uma chance para a Europa", por Jorge Fontoura


A viagem de Dilma ao coração enfermo da União Europeia (UE), em Bruxelas, reporta questões mais importantes para o Brasil do que as emoções voláteis da Copa do Mundo e dos eventuais desacordos com a Fifa. A pauta traz, com especial importância, tanto para o Mercosul como para a UE, a volta às negociações sobre livre comércio entre os dois blocos. Se antes a posição dos europeus era intransigente, em proposta de abertura unilateral, no ranço imponderável de um velho colonialismo latente, agora os tempos são outros. E nada é tão urgente para Bruxelas como encontrar soluções para a crise que sufoca o euro e a Europa.

Em conferência na Sorbonne, no Ano França-Brasil, em 2005, foi contundente a afirmação de Lula de que as vacas Europeia seram mais subsidiadas e protegidas do que as crianças africanas. Como pano de fundo, estava a exortação para que a Europa revisasse sua política agrícola protecionista. O que se desejava era a construção de vasto bloco birregional, com mais de 500 milhões de habitantes e com possibilidades ilimitadas de fluxo de comércio e de prosperidade comum.

Birras menores e queixumes recíprocos impedem, no entanto, desde 1995, o progresso das negociações, apesar dos elogios mútuos e dos decantados laços comuns. Deste lado do oceano, o Mercosul é fato irreversível, a consolidar-se em comércio e investimentos. No ano passado, o Paraguai, a economia mais frágil do bloco, cresceu 15%; e para além das críticas de seus detratores, é no Mercosul que o Brasil encontra o seu mais ativo parceiro comercial, a Argentina, a despeito do peso específico dos grandes clientes, a China e os Estados Unidos.

Agora, o bom desempenho da economia brasileira alavanca a sub-região, com ventos de prosperidade em todos os quadrantes. Inclusive na bacia platina, onde as relações entre Uruguai e Argentina se normalizam, após a crise das papeleiras. Com isso, o Mercosul institucional também pode avançar, com mais comércio e vantagens comuns, sem o lado ruim das políticas locais, ainda enredado na demagogia nacionalista de poucos insensatos. 


Quanto à Europa, depois de décadas de avanço, não são ventos amenos que sopram, senão a ameaça de furacões financeiros e de crises sociais de grandes proporções. Contaminado pela incontornável falência do Estado grego, o euro despenca e traz a necessidade de austeridade e de cortes de salários, bem no continente que inventou a greve e o sindicato. As perspectivas são más, e outros países, com índices brutais de desemprego, buscam formas de restaurar finanças e contas públicas, sem sequer terem ainda concebido lei de responsabilidade fiscal, como a que no Brasil já dispomos de há muito.

A história dos blocos econômicos ensina que algumas soluções só podem emanar da interação e da integração de países. Talvez seja o momento para a Europa repensar seus fantasmas, e permitir negociações abertas e sem agendas proibidas. Assim, também o Mercosul poderá motivar-se a rever seu protecionismo industrial e a aprimorar a coordenação de suas instituições.

A presença auspiciosa de Dilma Rousseff em Bruxelas, em plena crise Europeia, sinaliza para possíveis avanços. A Europa desarma a pose que o euro forte lhe conferia, a revelar desatinos que pareciam exclusivos de países em desenvolvimento. As economias do Cone Sul, por seu turno, dinamizam-se em mercados promissores, sem sacrificar a democracia, o respeito aos direitos humanos e a regulação ambiental e trabalhista. Nada a comparar com a predação e a voracidade sem leis da economia chinesa. A chance que se tem para a formação de macrobloco de livre comércio, unindo Europa e Mercosul, é agora irrecusável.

Estevão de Rezende Martins ensina que não se nasce em mundo vazio de história. E se assim o é, a história ensina que a Europa sempre sai mais forte de suas crises. No presente contexto, se sair com o Mercosul, será ainda maior, a consolidar relações seculares e a recuperar a vitalidade perdida, no laboratório de futuro e de prosperidade em que se tem revelado a América Latina.

Fonte: Itamaraty

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Chamada de artigos para o Congresso de Direito Internacional Econômico - 27 e 28 de janeiro, em Hamburgo, Alemanha


1st Conference of the Postgraduate and Early Professionals/Academics of the Society of International Economic Law (PEPA/SIEL)
Hamburg, 27 and 28 January 2012
Organized by SIEL in cooperation with the Institute of Law and Economics of the University of Hamburg and Leiden University
SIEL was founded in 2008 to act as an umbrella organization to foster coordination, collaboration and debate between IEL scholars and practitioners and national or regional IEL organizations around the world. SIEL’s Post-graduate and Early Professional/Academics Group (PEPA/SIEL) is, among other things, interested in fostering collaboration and mentoring opportunities for emerging academics and professionals in IEL. PEPA/SIEL will seek to fulfil these goals through various activities such as by providing a forum where emerging IEL academics and professionals can present and discuss their research in a supportive and welcoming environment. We are pleased to announce our first such event, with others anticipated in the future, especially in other regions of the world.

Call for papers
This conference offers post-graduate students (students enrolled in Masters/PhD) and early professionals/academics (generally within five years of terminal degree) studying or working in the field of International Economic Law (IEL) an opportunity to both present and discuss their research, as well as providing a critical platform to test their ideas about broader issues relating to IEL. Invited speakers will be asked to prepare and present a paper, on which a senior practitioner or academic will comment, followed by a general discussion.
We invite submissions on any IEL topic including but not limited to:
  • trade, investment and monetary/financial policies;
  • the interaction of, for example, international trade law and investment law with other branches of law governing, for example, intellectual property, human rights, environment and sustainable development;
  • regional economic integration;
  • comparative economic law, focussing on how international economic law interacts with laws, institutions and actors at the domestic level;
  • the roles of law and legal practices in international economic governance and international organizations; and
  • the philosophy, sociology and economics of international economic law.
How and when to submit
Submissions should include a brief biography (150 words max.) and a research abstract (no more than 400 words) to be sent no later than 30 October 2011 to jose.caiado@ile-graduateschool.de. Papers will be selected based on a double blind review conducted by a senior practitioner or academic and a conference organizer. Successful applicants will be notified by 30 November 2011; after which they are expected to submit a conference paper (no more than 4000 words) by 31 December 2011. Papers will be made available online in a special section at the SIEL website (www.sielnet.org).

General practical information about participating and attending the Conference
The deadline for registration is 10 December 2011, and it should be done online at the SIEL website (the registration page will be available shortly). Registration costs 45 Pounds for non-SIEL Members, and 35 Pounds for SIEL Members. SIEL Membership details may be found at the SIEL website (student membership is 5 Pounds). The Registration fee covers conference materials and coffee breaks on both days.
A limited number of conference fee waivers is available for applicants facing financial hardship. Applicants for a conference fee waiver are kindly invited to add a short letter to their conference application, stating the reason for their waiver request. Successful applicants will be notified by 30 November 2011.
Unfortunately, the organization cannot cover travel, accommodation and any other expenses.
Subject to space availability, registration of participants not presenting a paper will be accepted, for which the regular fee will apply. For more information, please write to José Caiado at the email address below.
If you are interested in participating in this conference but have remaining questions, please contact José Caiado (jose.caiado@ile-graduateschool.de)

Organizers
SIEL Executive Council: Colin Picker and Freya Baetens
PEPA Conference Committee: Babette Ancery, Thomas Berghaus, José Caiado, Luis Montilla, Jessica Giovanelli, Beatriz Huarte, and Daragh Mc Greal.

domingo, 2 de outubro de 2011

Participação brasileira na Missão de Paz da ONU no Líbano

Com a aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, concluída em 28 de setembro de 2011, o Governo brasileiro prepara o envio de um navio da Marinha do Brasil, equipado com aeronave e até 300 tripulantes, para reforçar o componente marítimo da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL). 
A medida aprovada pelo Congresso Nacional atende mensagem enviada pela Presidenta Dilma Rousseff, acompanhada de Exposição de Motivos assinada pelos ministros da Defesa, Celso Amorim, e das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota.  No documento, os Ministros ressaltam que a iniciativa demonstra o compromisso do Brasil com a promoção da paz no Oriente Médio.   
A UNIFIL foi criada pela Resolução 425 (1978) do Conselho de Segurança das Nações Unidas com o mandato original de supervisionar a retirada das tropas israelenses do território do Líbano. Após a crise de 2006, por meio da Resolução 1701 (2006), o Conselho de Segurança reforçou a missão e adicionou ao seu mandato as funções de monitorar a cessação de hostilidades e de contribuir para a garantia do acesso da ajuda humanitária às populações civis e do retorno seguro e voluntário dos deslocados. Pela mesma resolução, foi criada a Força-Tarefa Marítima (MTF), como parte da UNIFIL, para monitorar o tráfego ao largo da costa libanesa, com vistas a evitar violações ao embargo de armas aplicado ao Líbano, e para treinar os quadros da Marinha de Guerra libanesa.
A missão conta atualmente com 11.746 militares, 351 funcionários civis internacionais e 656 nacionais.
O Brasil iniciou sua participação na UNIFIL em fevereiro deste ano, com um destacamento de oito militares – quatro oficiais e quatro praças. Na ocasião, um oficial brasileiro, o contra-almirante Luiz Henrique Caroli, assumiu o comando da Força-Tarefa Marítima, unidade da UNIFIL composta de 800 militares.
O navio brasileiro deverá seguir para o Líbano no dia 4 de outubro e servirá como capitânia da frota, composta por três navios da Alemanha, dois de Bangladesh, um da Grécia, um da Indonésia e um da Turquia. Trata-se da primeira esquadra utilizada pela ONU em missões de paz.
O Brasil possui um histórico de participação em operações dessa natureza, sendo uma das mais importantes a contribuição à missão para estabilização no Haiti (Minustah).
Fonte: MRE